Este é um blog experimental — no mais amplo sentido que essa palavra possa ter. Aqui não defendo posições conservadoras.
Também não busco ser compreendido, nem pretendo apenas te agradar.
Eu quero, primordialmente, te fazer pensar.
Contra ou a favor ao que proponho — não importa.
Mas, pensar.
E não tenho culpa se além de loucura Deus me deu razão.
Mude:

Mude

31.12.07

Que em 2009 você mantenha apenas três tipos de relacionamentos:

1. Os que te dão prazer;
2. Os que são realmente necessários à sobrevivência;
3. Aqueles que trazem sabedoria ou estimulam a criatividade.

Todos os demais são dispensáveis.

Aliás, se um relacionamento não dá prazer, não é necessário à sobrevivência e nem traz sabedoria — mantê-lo pra quê?

Vire o 2009 de ponta-cabeça..

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30.12.07

Hoje
eu só quero sentir
o perfume Deseo,
da Jennifer Lopez.







No pescoço dela..

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29.12.07

Este é um blog experimental, no mais amplo sentido que essa palavra possa ter. Aqui não defendo nenhuma posição conservadora nem contemporizo com adeptos da normalidade absoluta ou radical. Também não busco ser compreendido, nem pretendo apenas te agradar. Eu quero, primordialmente, te fazer pensar. Contra ou a favor ao que proponho — não importa. Mas, pensar.

Experimente-me.


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28.12.07

Sou fiel a todos os meus amores.

Simultaneamente.


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27.12.07

As idéias do outro.

Se amar é mesmo reconhecer afetuosamente o direito que o outro tem de fazer suas escolhas, será que nisso está implícito que deverei aceitar suas idéias, mesmo as absurdas, e incorporá-las como se fossem minhas, se ele assim o desejar? Será que o outro tem sempre razão?

Claro que não.

Cada um de nós tem um sistema de valores.

Então, amar não significa aceitar todas as escolhas que o outro fizer, mas sim somente aquelas que não impliquem uma supressão da minha liberdade pessoal.


Se uma determinada escolha feita pelo outro, que diz me amar, contraditoriamente cerceia minha liberdade, ou violenta minha dignidade, ou me causa algum transtorno de qualquer espécie, então essa escolha dele me faz mal — e deve ser rechaçada com o máximo vigor!

Em hipótese alguma, nunca — absolutamente nunca — nunca devemos compactuar com quem nos fere ou nos amputa.


Acontece que a recíproca também é verdadeira!



Pense um pouco sobre isso: Até que ponto você também não anda cerceando a liberdade do teu amor?



Texto básico original no livro Beijos no Céu da Boca, página 92.

A você – que é uma pessoa livre – pode parecer estranho, mas existem pessoas que realmente suprimem a liberdade do ser amado, em nome do seu suposto amor. E o que é pior: tem gente que aceita...




Upgrade: Código Civil.

Bom lembrar que o Código Civil prevê uma pena de até dois anos de prisão para aquele que impede um outro de fazer aquilo que a Lei permite. Basta mover uma Ação Judicial. Jogar futebol, tomar cerveja, dormir na sala, se trancar no quarto, ir ao cinema com um desconhecido, fazer amor, viajar sozinho, morrer solteiro: tudo isso a Lei permite.

Tudo isso e muito mais..


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26.12.07

Hoje, não queira muito de mim... Sou apenas um poeta libertário, nada mais. Minha biografia cabe em duas ou três linhas de um caderno azul adolescente. Sou amante da Liberdade Absoluta, e é por isso que meu coração inocente se apaixona toda hora. Sou também humanista, existencialista e provocador. Sou rebelde, sou maluco, radical, inconformista. Não tenho pressa e não tenho medo, nem ciúmes ou rancor. E vivo virando o Abismo de ponta-cabeça, todos os dias.

Porque a alegria me excita – e o risco poético, também.

Gosto de mim e de você, gosto de música e de vinho, de flores e estrelas. E adoro dançar à beira do teu orgasmo, em cordas bambas de seda.


De olhos bem fechados.


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25.12.07

Jogo de cena

Depois de acender estrelas no teu céu da boca, depois de vasculhar os teus encantos, depois de dançar nos teus mistérios, depois de ultrapassar os teus limites, acabei concluindo que só a união de duas grandes espontaneidades pode gerar — e manter — por algum tempo, um belo caso de amor.

O resto, o resto é jogo de cena, simplesmente.


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24.12.07

Tudo era metáfora, tudo era parábola em Jesus. Água em vinho, multiplicação de peixes, pobres de espírito, face esquerda, pão repartido, reino dos céus, ressurreição de Lázaro, mãe virgem, Sermão da Montanha, lírios do campo, Madalena, Marta, Pedro — tudo. Dizem até que a própria vida dele foi uma grande encenação.

Mas isso não tem a mínima importância: Jesus de Nazaré será sempre um dos meus três maiores heróis. Um filósofo. Um mestre absoluto. Um poeta revolucionário. Compreendo agora suas metáforas geniais e deliciosas. Dia desses vou convidá-Lo para um vinho aqui comigo.

À luz de velas.


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23.12.07

Toda coisa que merece ser aberta
já traz em si sua própria chave.

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22.12.07

Descobrindo a vida

Descubro que no jardim do meu peito tem um pé de cabeças e uma roseira branca. As cabeças, colho-as porque maduras; e as rosas, porque vermelhas.

Descubro que para dançar numa corda de seda à beira do abismo tem que ser bamba. Descubro ainda que as coisas que hoje mais amo cabem numa calça jeans e na camiseta branca de algodão gostoso que eu uso agora.


Descubro... me!


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21.12.07

Que bom se o Mundo fosse mais perto!

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20.12.07

Houve um tempo, quando eu era pequeno, quando eu era pequenino, em que algumas pessoas conseguiam tosquiar-me, prender minha alma, domar o meu ânimo. Elas sufocavam meu grito de liberdade na garganta inocente. E diziam, vejam só, que tudo aquilo era em nome do amor...

Mas agora, agora ninguém mais consegue abafar o meu grito, nem parar o meu gesto, nem calar o meu canto. Agora ninguém mais consegue dobrar minhas asas de pássaro livre.


Ninguém mais!


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19.12.07

Minhas palavras não têm limites: nem mesmo as regras da gramática me impedem de dizer as verdades que eu questiono... Nesta meia noite enluarante, em que cavalgo estrelas para buscar a Aurora, minhas mãos dançam no teclado — e meu texto vira melodia. Meu coração poeta se acordou dançando. Estas coisas que agora escrevo são feitas de sonho. E eu me escrevo como se me lesse — e vice-versa. Sou criador das palavras que me criam, e do modo como são lidas. Porém, as melhores leituras que de mim se fazem, você sabe, são as dos teus olhos abertos quando me (des) cobrem de espanto!


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18.12.07

Metade do meu coração eu a tenho sob relativo controle.
A outra metade é totalmente descontrolada.

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17.12.07

Embora seja insuportável para quem já perdeu a lucidez, a Loucura é a única salvação. Por isso recomendo aos "normais ainda saudáveis" que procurem o caminho poético da Loucura.

Claro que não me refiro à loucura inconsciente, a transtorno bipolar, esquizofrenia, psicose, ou algo semelhante.

Eu me refiro à loucura criativa de Osho, de Dali, de Cioran. Eu me refiro à loucura brilhante de Nietzsche, de Jesus e de Artaud; à loucura sagrada de Van Gogh, Henry Miller e Picasso.

Eu me refiro à loucura que está ali — aqui — a quase 360 graus da sanidade. Eu me refiro à fuga da escuridão chamada Norma. À quebra radical de todas as correntes opressoras. Ao abandono puro e simples do rebanho.


Eu me refiro à loucura luminosa dos criadores de mundos.

À loucura dos amantes da liberdade absoluta.


Esta, a loucura que (me) (te) (nos) encanta...


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16.12.07

Só quatro tipos de pessoas vêem graça na Loucura:
os sábios, os poetas, os deuses — e as mulheres apaixonadas.

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15.12.07



Esta é a minha maior obra.

Uma obra de arte: consertei com um barbantinho achado no chão a fratura no caulezinho da roseira. Um pedreiro preocupou-se mais com o cimento do que com as flores — e acabou cometendo esse desastre imperdoável.

Dê um click sobre a foto para ver o detalhe da fratura e do barbantinho. Foto feita por mim.

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14.12.07

Nas horas vagas eu trabalho:

E como tenho muitas horas vagas — eu trabalho muito. Veja o Projeto revolucionário que desenhei para o quinto dos onze prédios de um Conjunto Residencial. Levemente inspirado em Gaudí, com cerâmicas Portobello, 9.5 x 9.5. Ano 2007. /// Agora você talvez entenda o que ontem eu quis dizer sobre o projeto louco para uma parede nova...


Estas paredes não são virtuais: estão prontas desde maio de 2007. Desenhadas por mim, mas a colocação das cerâmicas foi feita pelos pedreiros. Fotografei com uma máquina simples, digital, foco automático. Se quiser ver detalhes (e os defeitos de rejunte), dê um click sobre a foto. Amanhã tem mais.


Viva Oscar Niemeyer — que amanhã completa 100 anos.


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13.12.07

Sento-me aqui, ao lado do Oceano Atlântico — e fico pensando na vida. Olhando este mar azul do Guarujá, e ouvindo a Barcarolle de Offenbach. Dois ou três cacos de céu no meu caminho, dois pedaços de silêncio onde se ampara a minha voz. Tomo outro gole de vinho branco logo no primeiro quiosque, e vejo que meu corpo tem muitos sentidos e muitas razões. Talvez por isso é que eu preciso de metáforas malucas para dizer-me todo.

Não sei para onde vou hoje.

Talvez fique aqui mesmo, fazendo nada como se fizesse tudo — ou vice-versa. Talvez escreva um poema de amor pra essa menina de amarelo, ali; talvez termine aquele ensaio sobre Jesus que comecei ontem. Talvez desenhe um outro projeto louco para uma parede nova, ou simplesmente volte a ler Artaud...

Não sei.


Só sei que o Mundo tem paredes e muros, mas também tem portas e janelas. E as portas estão completamente escancaradas para nós!


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12.12.07

Na vida, sempre que você fizer um plano, procure fazê-lo um pouquinho inclinado — e cubra-o delicadamente com óleo de amêndoas doces. Depois, deslize por sobre ele, até a borda...

E então, salte!



Eu uso Amande Douce Sève, da Natura, todos os dias.


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11.12.07

Meu mais recente amor eterno.

Por mulheres já me apaixonei trinta e quatro vezes de forma profunda. Por homem, esta é a primeira. O processo desse amor pode ter sido longo, mas a percepção que dele tenho se deu agora, amparada em inocências complementares. Vejo-o deitado de costas, um terno de linho antigo, azul escuro e sem gravata, olhos fechados, como a pensar nas coisas da vida.

E quando muda sua boca vai falando como antes: "No céu não há luta de classes". Questão pertinente. No fundo, é o socialista mais sentimental que eu conheço. Apesar de não ter estudado, virou um defensor da lógica. Seu raciocínio é quase perfeito. "Contradições, tenho-as, mas são todas não-antagônicas" — sempre me dizia. É noite na sala da nossa casa. Fico olhando para ele, e acho que o coitado não suportaria mesmo a santa austeridade celestial: nenhuma mulher pelada, só jejuns e orações, padres por todo lado, freiras, irmãs, cardeais...


Amanhece devagar, meio sem querer. "Melhor que teu sorriso, só o orgasmo da tua mãe" — ele continua me falando. Gosto da frase, mas Édipo detesta a comparação. E me lembro das duas ou três amantes que dizem que ele teve. Deu-me vontade de perguntar sobre aquela loira da Rua 15.

Eis que interrompem nosso diálogo mágico, atarraxam-se os parafusos da tampa, mas ainda há tempo de escorrer, pela fresta que se fez entre a tampa e o caixão, belíssima, sua frase mais marcante:

É sempre bom um pouco de ficção pra realçar a verdade.

Sufocam minha esperança, engasga-se a minha dor. Sinto falta de ar. Sinto-me derrubado por dentro. Que me dessem só mais um minuto, para só mais um abraço, para um beijo de amor, para um simples toque de mãos desesperadas... Mas, não! Levam-no — discreto e silencioso.

Definitivo.

Só me resta seguir o cortejo a pé, de braços dados com minha história. Foram 2616 passos até o portão do cemitério.

Meu mundo fica fora de foco, misturo a visão com memória, o chuvisqueiro, longo, enviesado, me bate suavemente na cara. Lembro-me do nosso último abraço, com força, com emoção. Um abraço compreensivo. E lembro-me daquelas abobrinhas verdes colhidas no barranco alheio, e da lição de honestidade. A charrete azul imaginária passa por mim outra vez, puxada por estrelas e ternuras. Uma cruz de cimento, fria, pálida e sem mãos, me acena com insistência.

Desnaturam-se os critérios, falseiam-se-me as perspectivas. O cemitério vira jardim. E ao meu lado, um Deus que se ajoelha.

Tento me afastar. Mas, de novo, a cruz me acena. Como fogo, ela me chama. Disfarço então a falta de coragem, abro caminho por entre as pessoas que estão perto, subo no túmulo ainda aberto — e deixo lá, crucificada em azul fraquinho e desbotado de caneta bic, minha última e trêmula mensagem de amor ao meu pai:


— Espero que você vá para o inferno!




Hoje é aniversário da morte de meu pai. Morreu aos 49 anos. Causa mortis: pressa. E veja bem, que tristeza: 49 anos e só duas ou três amantes! /// Claro que as pessoas que me viram escrever essa última frase na cruz sobre o túmulo ficaram horrorizadas. Mas agora, lendo o poema, talvez me entendam: ele detestaria o tédio celestial. "Uma chatice", ele dizia: "sem churrasco, sem vinho e sem cerveja!". /// A cruz ainda existe, mas a inscrição já se apagou. Talvez um dia eu mande fazer uma nova, em bronze. O
vídeo Mude foi dedicado a ele. Veja.


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10.12.07

O amor livre de todas as formas, o escândalo consciente, a poesia entusiasmada, e um profundo respeito à Liberdade. Um profundo respeito ao Ser Humano Livre. Arte em estado puro, e desgovernada.

Era mais ou menos isso o que os Surrealistas queriam. Eles gritavam para que nunca deixássemos a bandeira da imaginação hasteada no meio do mastro da Vida. Eles repudiavam os conservadores e os hipócritas. Xingavam os acomodados e os autoritários. Chegaram a escrever um
Manifesto maravilhoso — que você deve ler agora mesmo. Porque os realistas, ainda hoje, temos muito a aprender com os Surrealistas.


Hoje é Dia Internacional dos Direitos Humanos

Ser Livre é um deles.


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9.12.07

Livros que estou lendo.
Na ordem em que estão, e na desordem em questão:
Sexteto – Henry Miller;
Por Amor a Freud – Diane Chauvelot.
Hipnodrama e Psicodrama – Jacob Levi Moreno.
O Espelho Mágico – Gairarsa.
Biografia de Nietzsche – Daniel Halevy.
Memórias Sonhos Reflexões – Jung.
A Importância de Compreender – Lin Yutang.
Ócio Criativo – Domenico De Masi.
Grandezas e limitações do pensamento de Freud – Fromm.
A Anarquia da Fantasia – Werner Fassbinder.


O Manifesto do Surrealismo vai servir de inspiração para escrever o texto de amanhã. Muitos ficaram fora da foto, porque estão espalhados pela casa. Mas, cito três outros que estão aqui ao meu lado: "Picasso, o sábio e o louco", de Marie-Laure Bernadac; "Trópico de Câncer", de Henry Miller, e "As Paixões segundo Dali", de Dali/Pauwels. No banheiro está o Alan Watts, "Em meu próprio caminho" - rabiscadíssimo. Na cozinha, "O Eu Dividido", de Ronald Laing, e "Jesus: ensinamentos essenciais", de Anthony Duncan, que estive lendo hoje de manhã, na hora do café. Tem mais na sala, nos quartos, nos corredores.

A bonequinha nua sobre os livros é um presente de Rose, e o quadro ao fundo é uma releitura de Modigliani, feita por Joyce Ann. E, como disse Felipe Fanuel em seu generoso comentário, eu leio "a partir da boneca, a partir da pintura, ou seja, a partir da arte".


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8.12.07

Eu não nasci para satisfazer as expectativas de ninguém. Em verdade, eu só quero é provocar intelectualmente as pessoas criativas, como suponho você seja. Eu quero questionar tudo. Quero questionar os teus padrões, tuas verdades e medidas. Esmagar as tuas convicções, assim como esmago as minhas.

Não pense que eu quero muita coisa, não: eu só quero fazer chuva quando o mundo fica meio seco, e fazer o sol nascer brilhante no meu peito todo dia. Abraçar a metade do infinito quando me deito na praia em noites de luar escandaloso. Quero escrever poesias, falar de amor e liberdade, saltar profundo — e gozar a vida.

Quero balançar a cabeça de quem me lê, delicadamente. Esparramar minhas loucuras no coração dos meus amigos e dos meus amores. Repartir com todos a poesia do meu entusiasmo e dos meus delírios.


Nada mais.


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7.12.07

Ontem à noite, quando fui me deitar, uma delicada flor amarelo-laranja me olhava firme. De manhã, ao acordar, ela continuava da mesma forma — me olhando com amor. Depois, quando saí do meu quarto, ela virou-se para mim, como se virasse mulher. E eu me virei para ela, como se me virasse a cabeça.

Só então percebi: era um girassol na minha cama..


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6.12.07


Debra Lafave, americana, linda, professora, aos 23 anos foi presa em 2004 pelo crime de ter feito amor com um seu aluno de 14 anos... Acusada de assédio sexual, foi condenada a três anos de prisão, mais sete de liberdade condicional. E ontem, presa de novo por supostamente ter violado a condicional, pois essa sua pena brutal inclui a suspensão dos seus direitos de conversar a sós com qualquer pessoa que tenha menos de 18 anos!

Essa é uma das notícias mais tristes da semana.


Uma sociedade que adota mecanismos repressores que permitem um absurdo desses não tem o meu apoio. Alguém que mantém esse tipo de moralidade medieval, no início do século 21, só demonstra seu ódio ao Prazer. Sua repulsa ao Sexo. Sua impotência de ser Livre.


Upgrade-1

Eis um tema relacionado ao post de hoje, sobre a inocência dos adolescentes, publicado na Revista Istoé:

12 anos: menina ou mulher?

Se puderem, leiam.

É um comentário sobre a decisão do Ministro Marco Aurélio de Mello, do STF, quando emitiu sentença histórica (e portanto firmando jurisprudência) sobre a maioridade sexual da mulher brasileira.

Particularmente, eu penso que essa tal maioridade sexual só acontece aos 35 anos. Mas isso é apenas minha opinião. Você pode achar que acontece aos 18, e isso também é apenas uma opinião. Porém, quando o Ministro do Supremo Tribunal Federal entende que ela acontece ao 12 anos – a palavra dele é Lei.



Upgrade-2

Mudei de opinião. Agora é 17.


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5.12.07

Há uma enorme contradição entre ter ciúmes e amar a liberdade. Portanto, eu tive que optar — com veemência — quando me apaixonei por Sandra, uma bela menina de treze anos que havia decidido ter dois namorados. Eu era o outro... E acabei concluindo que o que se passa entre dois seres humanos quaisquer, por mútuo consentimento e em nome do amor, não pode nem deve ser gerenciado por mim. Mesmo que eu ame profundamente um deles.


Eu tinha então só doze anos — mas essa conclusão me libertou para sempre.





No Amor, exclusividade é uma coisa que se oferece. Jamais deve ser exigida. Oferecê-la, espontaneamente, e por algum tempo — pode ser uma sublime demonstração de Amor. Mas, exigi-la eternamente — é de uma pequenez monumental de fazer dó. Uma ofensa à própria Liberdade.


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4.12.07

Em verdade, em verdade, eu vos digo: Há dois Jesus Cristo: o teológico e o histórico. O Jesus da Teologia é Filho de Deus, personagem central da Mitologia Cristã — e sobre Ele não quero falar agora. Nem é preciso, pois os estudiosos se encarregam disso.

Mas o Jesus histórico — esse era o Filho do Zé. Um poeta, um verdadeiro Maluco: amava mulheres e homens, era completamente livre, adorava uma festa, bebia vinho, dançava, brincava com todo mundo, fazia milagres, vivia sorrindo, gostava de perfumes caros, namorou Madalena, dormia pelado — e jamais trabalhou...

Os dois eram Sábios, e ambos merecem meu respeito.

Mas eu gosto muito mais do Maluco!


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3.12.07

Se você estiver com pressa vá fazer qualquer outra coisa.
Mas, se tiver cinco minutos disponíveis, leia o texto:
Porque te amo só posso dizer-te adeus.

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2.12.07

Foi Deus quem criou o Orgasmo. Então, por que negá-Lo?

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1.12.07

Já estamos quase no fim do ano que vem...

E você continua aí,
do mesmo jeito,
andando pelas mesmas ruas,
girando as mesmas chaves
para abrir as mesmas portas?

Sentando nas mesmas cadeiras,
ao lado das mesmas mesas,
fazendo sempre as mesmas coisas?

Com os mesmos amigos,
os mesmos amores,
e a mesma visão do mundo?

Com os mesmos medos e preconceitos?

Abraçando as mesmas pessoas,
tocando os mesmos corpos,
beijando as mesmas bocas,
com o mesmo jeito,
os mesmos toques e o mesmo estilo?

A mesma instável estabilidade?

Repetindo a mesma angustiante rotina?


Onde está aquele projeto de Vida?!

Onde está a coragem de mudar,
a coragem de criar?

Onde aquele entusiasmo e aquela ousadia de outrora?

Onde aquela gostosura tão buscada?

Onde estão aqueles sonhos todos?

Reaja!


Edson Marques | Mude | - Rascunho de biografia... ______________________________________________

Mude










"Mude é viver. Num nível que poética é a luta que não decepciona. A sinceridade de Edson Marques explode nesse poema que, evidentemente, Clarisse Lispector aplaudiria pelo risco corajoso de querer movimentar o volume dos cérebros que o leem. Um poema que enobrece e que não imita, cria beleza na dimensão que desenvolve o talento para que as inibições particulares não apodreçam o homem. É um estilo de provocação apaixonante e não existe um leitor que não fique preso às palavras de coragem que mostram a necessidade de não nos enganarmos sobre nós mesmos. Meu aplauso."
— São sussurros de Abujamra na orelha do livro Mude

Veja o Comercial da Fiat Mude.

Dê um click no centro da imagem.

DesaFiat
Veja aqui o espantoso caso em que o filho de Clarice Lispector vendeu um poema de Edson Marques para a Fiat, por quarenta mil dólares... E ainda não devolveu o dinheiro.


Mulheres...

Ana Maria Braga - Mais Você - Mude.
E pela segunda vez ela não cita o autor...

Mude original - por Camila Bossolan

Video MUDE com música de Tom Petty

Mude - no CD Filtro Solar do Pedro Bial

Nas horas vagas eu trabalho...

Viver a Vida

Não gosto do Twitter

2010




CD FILTRO SOLAR no Submarino

Este é um blog experimental — no mais amplo sentido que essa palavra possa ter. Aqui não defendo posições conservadoras. Também não busco ser compreendido, nem pretendo apenas te agradar. Eu quero, primordialmente, te fazer pensar.
Contra ou a favor ao que proponho — não importa.
Mas, pensar.

Atualizado diariamente

Liberdata@gmail.com

Mude
Mude,
mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a velocidade.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo sabor,
o novo prazer, o novo amor.
(...)
Tente.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo.
(...)
Só o que está morto não muda !
Edson Marques


Leia o poema todo no final desta coluna.


Manual da Separação


Sou apenas um poeta

Mas estou profundamente envolvido
em alcançar uma concepção de arte e de literatura
que se transforme numa emocionante Filosofia de Vida.



Seguem alguns textos meus que me são fundamentais:

01. EU TE AMO
02. Eu não te amo...
03. Algumas Perguntas
04. Frases escritas no almoço
05. Sete Personagens à Procura de Mim
06. Separem-se no Pico
07. Abençoado pelos Espíritos Santos
08. Fiquei sete anos sem fazer amor...
09. MUDE não é de Clarice Lispector!
10. Vídeo Mude - flash
11. Elogios e Críticas
12.
Paritosh Keval
13. Meu conceito de Loucura
14. Nas horas vagas eu trabalho...
15. O Amor é eterno - as relações são passageiras.
16. O Provocador Abujamra
17. Minha mãe e eu
18. Joyce Ann.
19. Minha Vó Vitalina
20. Sou Bisneto da Rebeldia
21. As portas escancaradas do mundo
22. Solidariedade a Evo Morales!
23. Meu pai também era louco...
24. Tio Benedito Marques
25. Minha Mãe também se casou...
26. Projeto Cultural Revolucionário
27. Lúcifer - o iluminador
28. Dê-me a honra de ser a sua Página Inicial.
29. O maior amante do mundo
30. Desafiat
31. Mundançar
32. Patricia e Suzana
33. Meu orkut
34. Sem tesão não há solução
35. Tudo que aqui escrevo é real
37. Aventura Inesquecível
38. O Pão da Minha Mãe
39. Se eu pudesse começar de novo...
40. Uma sinopse — por Lima Coelho
41. O Livro de Jó
42. Se não for agora, quando?
43. As idéias do Outro
44. Minha primeira noite..
45. O Professor
46. Mude no Submarino
47. Meu livro Manual da Separação
48. Mude em espanhol
49. Separem-se no Pico, outra vez!
50. Mude no jornal A Tribuna
51. Mulheres
52. Meu pai
53. A Lady e a Barraqueira
54. Abujamra e o prefácio do livro Mude.
55. Projeto Cultural Revolucionário
56. Meus professores
57. Vitalina Botticelli
58. Minha Mãe
59. Sem fome Sem sono Sem pressa Sem dor
60. O dia em que Mona Lisa chorou
61. Feliz 2008
62. Sou Bisneto da Rebeldia
63. Cachoeiras de São Francisco
64. Em nome da Vertigem
65. O Poeta e o Filósofo
66. Poema MUDE em italiano
67. Vídeo Mude
68. Presente de Aniversário
69. Diana e seus peitinhos...
70. Comercial da Fiat - MUDE
71. Video Mude em flash
72. Dicionário de Português
73. Divino Jantar
74. Kira
75. Prêmio Cervantes Ibéria
76. I celebrate myself
77. Abujamra interpreta Mude
78. Os seios de minha Mãe
79. Meu mais recente amor eterno
80. Além de Loucura, Deus me deu Razão
81. Ontem salvei uma vida


Máquina de Vendas


Viva Cuba!

Hugo Chávez
Leia matéria do LE MONDE Diplomatique.




.. Jean Gabin - Je sais.


Veja aqui quem ilumina o blog Mude.
Por país – por cidade.
Desde 25/09/2007.



Temos que ser infiéis
às nossas convicções...
Ou não mudaremos nunca.



Daqui você sai diferente do que era quando entrou. Eu quero te provocar, intelectualmente. Quero que você suba ao palco da Vida agora mesmo. Por isso é que nas cadeiras poéticas do meu teatro eu coloco um monte de pregos instigantes e palavras que te ferem...

Eu te provoco com metáforas de açúcar. Eu te cutuco com verbos e delícias insistentes. Eu te cutuco com flores e estrelas — todo dia — porque quero que você pense de modo diferente. Quero que você mude. Quero que você viva. Quero que você dance no arco-íris de um violino que se chama Liberdade.



Nas horas vagas eu trabalho...



Livro MUDE à venda em todo o Brasil - nas Livrarias:



Às vezes altero textos antigos e os republico
aqui - só para que novos leitores os conheçam,
e também para que você teste sua memória...



Compre o CD FILTRO SOLAR pelo Submarino

LEI DOS DIREITOS AUTORAIS

A Hering também publicou meu poema Mude

Vivo tentando derrubar minhas próprias convicções.
Só para ver até que ponto elas resistem.


Novo vídeo MUDE no YouTube

Meu Louco Bisavô

Salmão Poético ao Molho de Alegria

Veja o Comercial "Mude" - Fiat
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Sete Personagens à Procura de Mim

Estou profundamente envolvido
em alcançar uma concepção de arte e de literatura
que se transforme numa emocionante Filosofia de Vida.


Mulheres

O Professor

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Minha literatura é feita de excessos.
Eu falo de Amor e Liberdade.
Só escrevo para loucos brilhantes
e jovens de espírito.
Se você não for nem uma coisa,
nem outra,
não vai gostar do que eu digo.


Mude

Meu livro "Manual da Separacao"
pode ser encontrado, entre outras livrarias,
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Poema MUDE - Autor: Edson Marques
Fundação Biblioteca Nacional do Ministério da Cultura
Registro: 294.507 - Livro: 534 - Folha: 167


Mude

Mude
Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais,
leia outros livros,
Viva outros romances!

Não faça do hábito um estilo de vida.

Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado,
outra marca de sabonete,
outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas.
Troque de carro.
Compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as
.

Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.

Só o que está morto não muda!

Edson Marques.


Change
Only what is dead does not change
- and you are alive.
Versão em inglês feita por Paulo Coelho.




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Dizem que ela se chamava Eloá.
Também dizem que ela se chamava Elooh.
Mas, para mim, ela será sempre Elo-oh!

Lembrem-se, meninas, o ciumento inculto é o ser mais perigoso que existe na face da Terra.
Fujam dele, desesperadamente!


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Meus anos podem ser poucos,
e podem ser breves
- mas são todos loucos.


Edson Marques





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