E não tenho culpa se além de loucura Deus me deu razão.
Não espere a próxima primavera para sentir o perfume de todas as flores:
Amanhã pode ser tarde demais...

Mude:

Mude

31.5.09




O fraco jamais terá a liberdade de ser forte. Se por acaso aparenta, dissimula. E o forte não precisa mostrar-se fraco. Se por acaso aparenta — concede. Porém, se o forte tem necessidade de mostrar-se fraco, talvez não esteja realmente concedendo, e sim começando a fraquejar.


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30.5.09

Esta noite ficamos eu e ele conversando até que o vinho se acabou. Então Paritosh me pega pelo braço, desvia o assunto e me diz, olhando nos olhos: — Irresponsável é quem não realiza os próprios sonhos. Irresponsável, Swami, irresponsável é aquele que não se aventura, não se joga no escuro azul profundo da Vida. Irresponsável é aquele que só segue os caminhos já trilhados, só visita esses lugares que existem nos mapas. Irresponsável é aquele que segue apenas o rebanho. Não corre riscos, não aspira ser mais, não deseja, não vibra, e pouco a pouco vai deixando até de sonhar. Esse é o verdadeiro irresponsável: em vez de voar, chafurda no pútrido lodo do medo...

Paritosh continua falando, falando... mas a Madrugada se foi e eu acabei dormindo em seus braços.

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29.5.09

" Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. "

Dizem que essa frase é de
Saint Exupery — e que está n´O Pequeno Príncipe. Mas eu não consegui encontrá-la no original em francês. É uma frase com sonoridade belíssima em português, e impressiona por isso. Mas tem um sentido muito questionável. A palavra-chave para seu entendimento é "cativas". Se tomarmos o verbo "cativar" significando "conquistar a simpatia" ou seduzir, a frase se torna simplesmente ridícula: claro que não devemos nos responsabilizar pelo julgamento que o outro faz de nós. Menos ainda se esse eventual julgamento for meramente estético.

Contudo, se tomarmos o verbo cativar pelo sentido de "prender" (e daí cativeiro, prisão...), a frase começa a se sustentar: Se prendo alguém, devo cuidar desse alguém — e garantir-lhe os direitos básicos. Mas, ao prendê-lo, contraditoriamente, já começo retirando-lhe o mais básico dos direitos, que é o inalienável direito de ser livre. Logo, essa frase, ainda que sonora e bonita — é apenas um impressionante amontoado de absurdos. Uma insensatez — que é repetida como se tivesse algum sentido...

Como se vê, é uma frase extremamente bobinha.



"O Pequeno Príncipe" parece uma obra simples, mas não é. Aliás, é profunda e contém a filosofia de Saint-Exupéry. Seus personagens são parabólicos: o rei, o geômetra, o contador, a raposa, a rosa, o adulto solitário e a serpente, entre outros. O pequeno príncipe era sozinho num planeta pequenino que tinha três vulcões: dois ativos e um extinto. Tinha também uma flor, belíssima e orgulhosíssima. E foi o orgulho exagerado da rosa que desestabilizou aquele mundo do pequeno príncipe e o fez empreender a viagem que o trouxe à Terra, onde encontrou personagens fantásticos, a partir dos quais descobriu o segredo do que é realmente importante na vida. É uma obra que nos mostra uma radical mudança de valores, que ensina como às vezes erramos na avaliação das coisas e das pessoas que nos cercam — e no quanto esses julgamentos são questionáveis. Nós nos preocupamos quase sempre com banalidades, nos tornamos adultos muito cedo — e rapidamente vamos nos esquecendo da criança que ainda somos.


Cativar é estabelecer laços — diz a Raposa ao Príncipe.
Porém, no meu caso, prefiro laços desatáveis e amorosos.
— Nó cego, não! — digo eu.
E a Raposa, insistente, ainda diz: — Cativa-me!
Fosse eu a Raposa, diria ao Pequeno Príncipe: — Liberta-me!

Pois, quando me cativas, me roubas o Mundo. E quando me libertas, me devolves o Mundo.


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28.5.09

Teu coração tem que ser livre — para que nele pulse o sangue do imaginário e da fantasia. Teu coração tem que ser livre, para que nele difundam-se as cores e as delícias da paixão descontrolada. Teu coração tem que ser livre, porque, se não, estrangula-se o Amor, estraçalha-se a Beleza, e morre o Espontâneo.

E desaparece então qualquer possibilidade de Prazer.



Teu coração tem que ser livre, simplesmente.


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27.5.09

Se a palavra me fere, não sou eu que desmaio — ela que perde o sentido.
Se um verbo me agride, não revido: me esquivo.
Se quebram meu brinquedo, eu conserto.
Se me roubam o carro, compro outro.
Se furam minha bola, tenho mais.
Se acaba o vinho, tomo leite.
Se chove, danço na chuva.
Se faz sol, me bronzeio.



Para mim, tudo é motivo para viver.

Só quando me falta a Liberdade é que me sinto morto!

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26.5.09

Quase sempre o nosso medo é maior que os arcabuzes do inimigo.

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25.5.09

Ser livre tem um preço.
Enorme.

Mas vale a pena pagá-lo à vista.

As principais moedas que compram a Liberdade são duas: a primeira é a Coragem; a segunda é o Desapego. Aqueles que têm um pouquinho dessas duas coisas, são abençoados por Deus.

Deus — como você sabe — não gosta muito de escravos. Por isso é que faz com que sofram tanto...

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24.5.09


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23.5.09


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22.5.09

SE NÃO FOR AGORA, QUANDO?


Tem hora de parar e tem hora de partir.
Tem hora de ler o texto e de subir ao palco.
Tem hora de permanecer quieto e calado num canto,
e tem hora de cantar contente e de voar profundo.
Mas agora, agora não é hora de dobrar as asas,
nem de calar a voz, nem de catar gravetos para fazer o ninho.
Agora não é hora de sentir remorsos,
nem de buscar consolo, nem de caiar o túmulo.
Agora que estou aqui na beirada, pronto para o salto,
não me segure em nome de nada.
Não diga que é muito cedo, nem que é muito tarde,
ou que está escuro, é perigoso, muito alto, muito fundo, muito longe...
Não!
Se você não compreende o entusiasmo das escolhas que eu faço;
Se você não pode respeitar minhas loucuras e delícias;
se você não consegue me empurrar com amor e doçura para o miolo da Vida,
— não me segure, não me prenda, não me amarre.
Não tente me salvar de coisa alguma.
Não me afaste do que mais preciso.

Você tem a opção de testemunhar uma bela transformação,
ou de apenas fechar os olhos e dizer não.


Porque agora — agora é hora de voar,
é hora de abrir-me a todas as possibilidades.

Hoje estou partindo em vôo livre para dentro de mim!


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21.5.09


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20.5.09

Ontem, no trânsito, dirigindo na avenida da praia, tive um insight: aquele "idiota" que ocupava o meu corpo não era Eu: era um "outro", que ali estava a caminho do trabalho alienado — numa desesperada pausa da própria vida. Estava indo vender o meu tempo para uma pessoa que possui uma estupidez monumental. Falar de negócios com alguém que nunca deve ter lido um poema de amor é um horror. Uma coisa que eu às vezes preciso suportar.

Porém, logo mais, à noite, felizmente, eu voltaria a ser Eu — e viveria como mereço e posso. Encheria uma taça de gelo picado com Absinto, colocaria talvez Jon Bon Jovi a dizer-me It's Just Me, chamaria os meus amores, um por um, e depois entraria delicadamente no Oceano Atlântico.

E ficaria olhando a lua nova por toda a eternidade...


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19.5.09


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18.5.09


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17.5.09

Acordei de manhãzinha neste belo domingo ensolarado, e dancei por meia hora. Estou tomando café preto, com açúcar. Já assisti até a missa de Aparecida pela tv Cultura (uma experiência inusitada), já li um pouco de Montaigne, e já tive um orgasmo. Já vi o vídeo do Jean Gabin ali na coluna da direita, e já escrevi algo mais sobre a nova empresa que estou criando. Vejo muitas árvores lá fora, e pássaros cantando. E me lembro de minha Mãe e das flores de abóbora à milanesa que ela ainda faz pra mim. E me lembro de você, também, meu amor... Acho que agora vou tomar um copo de vinho e ligar pra Dona Iracy.

É a Vida!


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16.5.09

Tenho certeza de que ela me amava, mas:

Na primeira vez, ela me trancou — e eu coloquei fogo
nas plumas.
Eu tinha dois anos.
Foi um ato inocente de pirotecnia.

Na segunda vez, ela me trancou — e eu coloquei fogo
na tranca.
Eu tinha quatro anos.
Foi um gesto simbólico.

Na terceira vez, ela me trancou — e eu coloquei fogo
na casa.
Eu tinha cinco anos.
Foi um ato de rebeldia.

Tive que demarcar meu território...


A partir de então, minha mãe nunca mais me trancou.
Passou a respeitar os meus direitos humanos.
E hoje, por amar tanto a liberdade, ela mesma aplaude as minhas loucuras. Ela aplaude todos os meus vôos rebeldes e todas as minhas plumas incendiadas.


Não tem como não amar
umamãe assim!


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15.5.09


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14.5.09

Eu sou tão bom,
que às vezes chego a mentir que não sou tanto,
apenas para não sufocar o outro com esse excesso de bondade.
Sou tão alegre, que às vezes dissimulo, para que o outro não perceba
que toda a felicidades do mundo pousou em mim
e habita meu corpo como uma deusa.
Eu sou tão puro, que às vezes tomo emprestado
um pouco da mácula do mundo,
para ficar menos divino;
Sou tão inocente, que você nem acredita
Às vezes nem eu mesmo acredito.

Mesmo quando me transformo delicioso num pirata,
ou num doce aventureiro,
o meu corpo vira um punhal que não tem corte,
mas perfume.

E minha língua, vermelha,
verbo transitivo de mim mesmo,
essa navalha de fogo que penetra teu sexo
e teu coração,
é uma navalha que não tem corte, mas doçura.
Uma navalha que não ataca, mas beija.
Que não dilacera, mas lambe.

A navalha em que minha língua vermelha se transforma
não tem corte, mas perfume.
Por isso, ela te beija,
e não te fere.

Acaricia.

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13.5.09

São divinos meus adeuses.

Até hoje, sempre me despeço da minha mãe e de meus amores como se nunca mais fosse vê-los outra vez. Ou vice-versa. A despedida se transforma em liturgia, nossos toques viram bênçãos... Eu os abraço sem pressa e me coloco inteiro no amor e no adeus que lhes dou. Minha alma se pronuncia, chego a chorar por dentro de mim, e até mesmo morro um pouquinho nesse abraço mágico.

E se um dia talvez eu vier a morrer de verdade — o que é bastante improvável — já terei feito todas as despedidas que eu gostaria de fazer. E da forma mais profundamente romântica possível.

É a vida.


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12.5.09

Temos que ser infiéis às nossas convicções.

Ou não mudaremos nunca!

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11.5.09


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10.5.09


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9.5.09


Como se pode notar, eu sempre me alimento de Amor e de Mãe, de risco e paixão, de glória e loucura, poesia e mulher. E liberdade — é claro.


Mãe, eu queria tanto estar hoje de novo em teu colo... Só pra dizer: Te amo!

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8.5.09

Eu fotografo o pôr do sol trezentas e sessenta vezes, e ninguém diz que estou "explorando o crepúsculo". Eu fotografo uma natureza viva ou morta centenas de vezes; eu fotografo um copo de leite, uma rosa branca, um girassol; eu fotografo uma criança, um leopardo, uma curva de Niemeyer, uma velha desdentada, uma Ferrari amarela, uma vaca holandesa, um cavalo — quantas vezes quiser — e ninguém me critica por isso. Ninguém me diz "você está explorando o sorriso da criança", nem me diz que estou "explorando o cavalo negro". Porém, se eu fotografar um corpo de mulher nua — ainda que a foto seja belíssima — muitas pessoas provavelmente dirão que estou "explorando o sexo frágil", ou coisa parecida.

Ora, essa crítica não tem fundamento. É tão absurda, que me sinto no coração da Idade Média...

E fico me perguntando: Por que é que certas pessoas podem ver beleza no corpo nu de um leopardo mas não conseguem ver beleza no corpo nu de uma mulher? Por que um pescoço pode ser mostrado livremente, mas um seio é um pecado? Por que tanta hipocrisia? Afinal, onde reside o belo? Onde e quando a beleza pura não será ameaçada? Quanto moralismo essa crítica insensata não contém? Quem decide o que pode ser visto ou mostrado? Onde está a liberdade de escolha e de expressão?

Será que deverei simplesmente destruir minha Nikon? Ou terei que chamar Platão para falar por mim?


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7.5.09

Porque sempre fui fiel a Ela — Ela nunca me traiu. Penso que há uma certa reciprocidade entre o que sentimos pela Vida e o que Ela sente por nós. Se a deixamos livre, Ela também nos liberta. Porém, se a prendemos, Ela nos algema. Se a desprezamos, Ela nos massacra.


Por isso temos que amar a Vida, desesperadamente.


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6.5.09

Embora seja insuportável para quem já perdeu a lucidez, a Loucura é a única salvação. Por isso recomendo aos "normais ainda saudáveis" que procurem o caminho poético da Loucura.

Claro que não me refiro à loucura inconsciente, a transtorno bipolar, esquizofrenia, psicose, depressão... nada disso!

Eu me refiro à loucura criativa de Osho, de Dali, de Cioran. Eu me refiro à loucura brilhante de Nietzsche, de Jesus e de Artaud; à loucura sagrada de Van Gogh, Henry Miller e Picasso.

Eu me refiro à loucura que está ali — aqui — a quase 360 graus da sanidade. Eu me refiro à fuga da escuridão chamada Norma. À quebra radical de todas as correntes opressoras. Ao abandono puro e simples do rebanho.


Eu me refiro à Loucura luminosa dos criadores de mundos.

À loucura dos amantes da liberdade absoluta.


Esta, a Loucura que (me) (te) (nos) encanta!


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5.5.09

Cruciais, estes momentos deliciosos que hoje me atravessam e me descobrem no limite da coragem. Minha profissão sempre foi perigosa: sou amante do risco, do instável, do incerto e do inseguro. Entre um largo muro cinza de cimento e a corda bamba de seda colorida, opto por esta — em todos os sentidos.

Sou só um trapezista neste escandaloso Circo da Emoção e do Prazer.

Mas, como poeta romântico, filósofo da alegria e amante da liberdade absoluta, só posso mesmo ser assim. Porque não tenho razões para ser comedido, não preciso ser médio quando posso ser tudo — e nem quero ser outro além de mim.

Agora, o extremo é apenas o meu meio.


Edson Marques - Mude - - Bio Grafissima ______________________________________________

4.5.09


Edson Marques - Mude - - Bio Grafissima ______________________________________________

3.5.09



Por isso nunca me desespero!

Edson Marques - Mude - - Bio Grafissima ______________________________________________

2.5.09

A ousadia move o mundo.

Edson Marques - Mude - - Bio Grafissima ______________________________________________

1.5.09

Quero agora te propor uma aventura:

Imagine que hoje é o teu último dia de vida.

Faça tudo o que você mais gostaria de fazer hoje — antes de morrer. Dê um pouco de atenção àquilo que realmente importa. Desfaça-se de tudo que não presta. Jogue fora todas as quinquilharias. Desapegue-se das bugigangas. Despreocupe-se. Olhe bem as tuas coisas, avalie calmamente os teus sonhos e projetos, sobrevoe o teu mundo. Despeça-se (mentalmente, se for o caso) dos teus amigos e dos teus amores preferidos.

Em seguida, escolha os maiores prazeres que você puder imaginar — e sinta-os, em todos os Sentidos. Procure cometer até mesmo aquelas pequenas loucuras que você vem sempre adiando — por medo, por vergonha ou por preguiça.

E lembre-se: só hoje é hoje.

Por isso é que hoje tem que ser um dia inesquecível!

Na próxima semana, repita novamente a experiência. Depois de algum tempo, procure repeti-la todos os dias. Você então vai perceber o quanto a vida é bela.

Bela — e curta.

Edson Marques - Mude - - Bio Grafissima ______________________________________________

Mude










"Mude é viver. Num nível que poética é a luta que não decepciona. A sinceridade de Edson Marques explode nesse poema que, evidentemente, Clarisse Lispector aplaudiria pelo risco corajoso de querer movimentar o volume dos cérebros que o leem. Um poema que enobrece e que não imita, cria beleza na dimensão que desenvolve o talento para que as inibições particulares não apodreçam o homem. É um estilo de provocação apaixonante e não existe um leitor que não fique preso às palavras de coragem que mostram a necessidade de não nos enganarmos sobre nós mesmos. Meu aplauso."

— São sussurros de Abujamra na orelha do livro Mude

Já estamos quase no fim do ano que vem...

Estou criando o www.EdsonMarques.com

Veja o Comercial da Fiat Mude.

Dê um click no centro da imagem.

DesaFiat
Veja aqui o espantoso caso em que o filho de Clarice Lispector vendeu um poema de Edson Marques para a Fiat, por quarenta mil dólares... E ainda não devolveu o dinheiro.


Mulheres...

Ana Maria Braga declama o poema Mude.
E pela segunda vez no Mais Você...

Mude original - por Camila Bossolan

Video MUDE com música de Tom Petty

Mude - no CD Filtro Solar do Pedro Bial

Nas horas vagas eu trabalho...

Viver a Vida


Vou acabar gostando do Twitter

2010




CD FILTRO SOLAR no Submarino


.. Jean Gabin - Je sais.

Este é um blog experimental — no mais amplo sentido que essa palavra possa ter. Aqui não defendo posições conservadoras. Também não busco ser compreendido, nem pretendo apenas te agradar. Eu quero, primordialmente, te fazer pensar.
Contra ou a favor ao que proponho — não importa.
Mas, pensar.



Atualizado diariamente

Liberdata@gmail.com

Mude
Mude,
mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a velocidade.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo sabor,
o novo prazer, o novo amor.
(...)
Tente.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo.
(...)
Só o que está morto não muda !
Edson Marques


Leia o poema todo no final desta coluna.


Manual da Separação


Sou apenas um poeta

Mas estou profundamente envolvido
em alcançar uma concepção de arte e de literatura
que se transforme numa emocionante Filosofia de Vida.



Seguem alguns textos meus que me são fundamentais:

01. EU TE AMO
02. Eu não te amo...
03. Algumas Perguntas
04. Frases escritas no almoço
05. Sete Personagens à Procura de Mim
06. Separem-se no Pico
07. Abençoado pelos Espíritos Santos
08. Fiquei sete anos sem fazer amor...
09. MUDE não é de Clarice Lispector!
10. Vídeo Mude - flash
11. Elogios e Críticas
12.
Paritosh Keval
13. Meu conceito de Loucura
14. Nas horas vagas eu trabalho...
15. O Amor é eterno - as relações são passageiras.
16. O Provocador Abujamra
17. Minha mãe e eu
18. Joyce Ann.
19. Minha Vó Vitalina
20. Sou Bisneto da Rebeldia
21. As portas escancaradas do mundo
22. Solidariedade a Evo Morales!
23. Meu pai também era louco...
24. Tio Benedito Marques
25. Minha Mãe também se casou...
26. Projeto Cultural Revolucionário
27. Lúcifer - o iluminador
28. Dê-me a honra de ser a sua Página Inicial.


29. O maior amante do mundo
30. Desafiat
31. Mundançar
32. Patricia e Suzana
33. Meu orkut
34. Sem tesão não há solução
35. Tudo que aqui escrevo é real
37. Aventura Inesquecível
38. O Pão da Minha Mãe
39. Se eu pudesse começar de novo...
40. Uma sinopse — por Lima Coelho
41. O Livro de Jó
42. Se não for agora, quando?
43. As idéias do Outro
44. Minha primeira noite..
45. O Professor
46. Mude no Submarino
47. Meu livro Manual da Separação
48. Mude em espanhol
49. Separem-se no Pico, outra vez!
50. Mude no jornal A Tribuna
51. Mulheres
52. Meu pai
53. A Lady e a Barraqueira
54. Abujamra e o prefácio do livro Mude.
55. Projeto Cultural Revolucionário
56. Meus professores
57. Vitalina Botticelli
58. Minha Mãe
59. Sem fome Sem sono Sem pressa Sem dor
60. O dia em que Mona Lisa chorou
61. Feliz 2008
62. Sou Bisneto da Rebeldia
63. Cachoeiras de São Francisco
64. Em nome da Vertigem
65. O Poeta e o Filósofo
66. Poema MUDE em italiano
67. Vídeo Mude
68. Presente de Aniversário
69. Diana e seus peitinhos...
70. Comercial da Fiat - MUDE
71. Video Mude em flash
72. Dicionário de Português
73. Divino Jantar
74. Kira
75. Prêmio Cervantes Ibéria
76. I celebrate myself
77. Abujamra interpreta Mude
78. Os seios de minha Mãe
79. Meu mais recente amor eterno
80. Além de Loucura, Deus me deu Razão
81. Ontem salvei uma vida
82. Posso estar certo







Máquina de Vendas


Viva Cuba!

Hugo Chávez
Leia matéria do LE MONDE Diplomatique.




.. Jean Gabin - Je sais.


Veja aqui quem ilumina o blog Mude.
Por país – por cidade.
Desde 25/09/2007.



Temos que ser infiéis
às nossas convicções...
Ou não mudaremos nunca.



Daqui você sai diferente do que era quando entrou. Eu quero te provocar, intelectualmente. Quero que você suba ao palco da Vida agora mesmo. Por isso é que nas cadeiras poéticas do meu teatro eu coloco um monte de pregos instigantes e palavras que te ferem...

Eu te provoco com metáforas de açúcar. Eu te cutuco com verbos e delícias insistentes. Eu te cutuco com flores e estrelas — todo dia — porque quero que você pense de modo diferente. Quero que você mude. Quero que você viva. Quero que você dance no arco-íris de um violino que se chama Liberdade.




Nas horas vagas eu trabalho...



Livro MUDE à venda em todo o Brasil - nas Livrarias:



Às vezes altero textos antigos e os republico
aqui - só para que novos leitores os conheçam,
e também para que você teste sua memória...



Compre o CD FILTRO SOLAR pelo Submarino

LEI DOS DIREITOS AUTORAIS

A Hering também publicou meu poema Mude

Vivo tentando derrubar minhas próprias convicções.
Só para ver até que ponto elas resistem.


Novo vídeo MUDE no YouTube

Meu Louco Bisavô

Salmão Poético ao Molho de Alegria

Veja o Comercial "Mude" - Fiat
Após entrar, dê um click em O Semelhante


Sete Personagens à Procura de Mim

Estou profundamente envolvido
em alcançar uma concepção de arte e de literatura
que se transforme numa emocionante Filosofia de Vida.


Mulheres

O Professor

meu orkut



Minha literatura é feita de excessos.
Eu falo de Amor e Liberdade.
Só escrevo para loucos brilhantes
e jovens de espírito.
Se você não for nem uma coisa,
nem outra,
não vai gostar do que eu digo.


Mude

Meu livro "Manual da Separacao"
pode ser encontrado, entre outras livrarias,
na Temos Livros, fone (11) 3223.2585.
Em Santos => Realejo Livros - (13) 3289.4935

Vídeo Mude - em flash

Poema MUDE - Autor: Edson Marques
Fundação Biblioteca Nacional do Ministério da Cultura
Registro: 294.507 - Livro: 534 - Folha: 167


Mude

Mude
Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais,
leia outros livros,
Viva outros romances!

Não faça do hábito um estilo de vida.

Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado,
outra marca de sabonete,
outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas.
Troque de carro.
Compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as
.

Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.

Só o que está morto não muda!

Edson Marques.


Change
Only what is dead does not change
- and you are alive.
Versão em inglês feita por Paulo Coelho.




Este blog foi criado no Blogspot em 03 de Outubro 2001.

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Dizem que ela se chamava Eloá.
Também dizem que ela se chamava Elooh.
Mas, para mim, ela será sempre Elo-oh!

Lembrem-se, meninas, o ciumento inculto é o ser mais perigoso que existe na face da Terra.
Fujam dele, desesperadamente!


Solidão a Mil

Liberdade

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E também na Realejo Livros - Santos - (13) 3289.4935





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Mude está à venda nas livrarias
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e no Submarino



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Meus anos podem ser poucos,
e podem ser breves
- mas são todos loucos.


Edson Marques





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