E não tenho culpa se além de loucura Deus me deu razão.
Mude:

Mude

30.4.09


Edson Marques | Mude | - Rascunho de biografia... ______________________________________________

29.4.09


Edson Marques | Mude | - Rascunho de biografia... ______________________________________________

28.4.09


Edson Marques | Mude | - Rascunho de biografia... ______________________________________________

27.4.09

Como dizia Oscar Wilde, o maior afrodisíaco é a inocência. São puras as palavras, e a mim se entregam — crianças, no seu dia. Amo-as e as defloro com a própria minha língua, não para que deixem de ser virgens, mas para que gozem o prazer de serem ditas — e bem ditas.
Não é um jogo o que faço com elas — apenas brinco com elas. Brinco nas orelhas de Van Gogh de novo, e pinto-as de azul. Enquanto brinco, Paritosh chega, glorioso, e me arrasta do sonho para o devaneio — e em seguida vice-versa. Às vezes, transforma em delírio aquele sonho que eu mesmo já sonhava.

Antes de abrir os olhos, a coisa que mais procuro quando me acordo é caneta. Abro as gavetinhas do criado mudo, e nada de caneta. As idéias, loucas, vazando pelos buracos da cabeça, sons entusiasmantes saindo por minha boca, como se Deus babasse delícias num colo de mãe.
Balbucio lembranças.
Meu reino por uma bic. Meu cavalo por uma caneta. Parece uma loucura esse delicado desespero galopante, espiral de palavras em que me escrevo, líquido. Tremulo nas curvas ascendentes da poesia que dança sobre mim. São velozes as metáforas que agora me cavalgam, e negra é a sela voadora em que me prendo todo para tornar-me ainda mais livre.
Em minhas mãos, as rédeas sempre soltas.
Nada mais resta, a não ser o que virá.
Penso em Joyce, como se me ligasse ao desejo.
O futuro é agora o meu arreio — não há freio em minha boca.
A liberdade já começa a ter um nome.
Tambores
from Destination Anywhere, a voz de Jon Bon Jovi é que martela essa bigorna selvagem que trago no peito.
A paixão é avassaladora, em todos os sentidos.
Acho que procuro me perder outra vez.
Não há promessas no que digo, mas Nietzsche me abre agora o seu portão, como se me abrisse um livro, na página eu.
E me diz, assumindo Zaratustra:
Gehen Sie, Mahatma!
Como também não há promessas no que ouço, vou buscar o que procuro às dez horas desta noite que amanhece tanto.
— De olhos fechados.

E se não vier a lua, não importa: haverá luar do mesmo jeito. Meu peito não tem limite. Sou feito de luz!


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25.4.09


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24.4.09


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23.4.09


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22.4.09

Eu sempre me afasto dos nervosos. Procuro ter a delicadeza de nunca ligar-me a pessoas grosseiras, falsas, insensíveis. Fujo dos enfurecidos. Desvio-me dos ciumentos radicais. Detesto autoritários. Quero distância absoluta de estressados e neuróticos. Não concedo aos ditadores sequer minha presença temporária, nem permito aos brutos que suponham ser possível invadir os meus momentos de amor — que são todos.

Jamais negocio a minha própria Liberdade.

Até porque, se eu não for delicado comigo mesmo, se eu não for responsável por mim, se eu não respeitar profundamente os meus desejos — estarei compactuando com esses algozes peçonhentos. Aliás, se eu não me cuidasse desde pequenino, esses desgraçados de aluguel já teriam estragado a minha inocência, e sufocado para sempre o meu espírito poético.

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20.4.09

Quod Natura relinquit imperfectum, Ars perficit.

Aquilo que a Natureza estraga, a Arte arruma.

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18.4.09

Princesas e rainhas podem até ser chamadas pecadoras. Mas, musas, ninfas e lolitas continuam virgens no próprio coração — mesmo nessas noites puras, madrugantes, em que passeiam nuas pela praia, insinuantes. Porque não há pecado em ser livre. Também as Deusas nunca traem. A inocência lhes é comum. Deusas amam muito — muitos — como se fosse preciso não ser de outra forma. Deusas jamais serão adúlteras: elas apenas viram flores nos abraços sinuosos dos amantes temporários.


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17.4.09

Se não rompermos os limites que alguns dizem existir, nunca atingiremos a felicidade. A felicidade está sempre além de algum limite imposto a nós — nunca antes dele. Acontece que no caminho da vida há circunstâncias que eu mesmo crio por ser livre, e outras que me caem na cabeça feito um manto espesso. Ao aceitá-las, as que crio e as que outros criam para mim — acabo tornando-me responsável por todas. Sou cúmplice do que me ocorre. Há uma vasta teia de relações que mantenho, milhões de papéis que assumo e desempenho — alguns agradáveis, outros não. Porém, quando, supondo-me livre, não reajo no sentido de escolher só as circunstâncias agradáveis, e continuo mantendo relações que me oprimem — sou o único responsável por isso.

Não será esse também o teu caso?

Temos que ler os sinais que a vida nos dá.

— E entendê-los.

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16.4.09

O Talmud nos diz que, se uma pessoa tiver a oportunidade de saborear uma nova e bela fruta, e recusar-se a fazê-lo, terá de prestar contas por isso perante Deus.


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15.4.09


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14.4.09

Meu pai foi lavrador. Eu, palavrador.

Leia aqui algo mais sobre as loucuras dele.

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13.4.09

Se você não vier me ler agora, nada mais aqui fará sentido. Porque são teus dedos e toques e clicks que me acordam duplamente a todo instante. Há uma doce cumplicidade entre a tua e a minha gostosura. Essa voz que canta e dança em minha língua portuguesa é tua, assim como tua é a boca vermelha que escancara os meus gritos loucos de amor e liberdade. São teus olhos diamantes que transformam os meus textos em sensíveis e sagradas escrituras. São teus os lábios deliciosos que conjugam o Verbo Coração no céu da minha boca.

Sem você, eu fico mudo.


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11.4.09


Edson Marques | Mude | - Rascunho de biografia... ______________________________________________

Minha formação religiosa foi determinada basicamente por um conselho, dado com amor por Dona Iracy, minha mãe, quando eu estava de saída para a cerimônia da primeira comunhão e lhe falei sobre o medo que eu tinha de confessar meus pecados — aqueles mortais, veniais, fatais, sexuais, etc. e tais. Ela então me disse, piscando um olho: "Conte só os menores. Os grandes eu já os confessei por você!" Dessa forma carinhosa, minha mãe acabou salvando-me a alma do inferno cristão, só para depois jogá-la, também com amor e ternura, na socrática fogueira da poesia!

Mas hoje não cometo mais pecados.

A menos que sejam gostosos e se tornem inevitáveis...

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9.4.09

Foi nesta paisagem que escrevi o texto de ontem.
Como se pode notar, eu não moro no Litoral.
Eu moro no Clitoral.

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8.4.09

— Sou livre. Por isso, nada mais é necessário porque nada é tão preciso. Não existe mais busca, não há posse no território que habito a partir de mim mesmo. Nada tenho que eu possa perder, nada existe que eu queira ganhar. Produto do meu próprio trigo, gume da minha própria faca, sou o verso da minha poesia, e a fantasia do meu espírito em repouso. Meu movimento, meu ócio, meu verbo, meu Deus. Minha pátria, minha religião, meu partido, meu clã. Sou saudade e ausência de suspiros, a sorte que sustenta-me o corpo, sonho enlouquecido da minha alma, porta que se abre sobre si, a paisagem, a luz — e o olho. Sou a morte do ontem, e a Vida que chega. E que basta — naturalmente.

Como nada existe além do que eu perceba, nada mais preciso que a incerteza que se torna necessária. Nada me interessa além do que me toca o coração. Nada mais profundo que ser apenas o máximo do mínimo. Nada mais gostoso do que a própria gostosura, nada mais humano que a divina alma desejante, saciada por ter sido, e estar sendo, ela mesma — e nada mais.

Nada me falta, nada me sobra: sou a exata medida de todas as coisas, um conjunto vazio, um mestre discípulo de Mim, barco louco sem destino navegando numa breve eternidade — um verdadeiro Himalaia de razões.

Sou portanto o Pico de mim mesmo.

— Amém.

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7.4.09


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6.4.09

Jamais experimente a Liberdade, se você não for capaz de suportar a Solidão.

Edson Marques | Mude | - Rascunho de biografia... ______________________________________________

5.4.09

Depois de olhar-me nos olhos por talvez um minuto, ela segura-me as mãos, carinhosamente, e pergunta:
— Você me ama, de verdade?
Fico pensando.
E, numa fração de segundo, repito mentalmente o que já lhe dissera ontem à noite, entre vinhos e luares:

Amar é permitir sempre; amar é compreender sempre; amar é deixar que o outro vá — ou que fique, se assim o desejar; amar é respeitar todos os direitos humanos da pessoa amada; amar é jamais ter ciúmes; amar é não ter medo de perder. Amar é não forçar nada — nem sequer um beijo; amar é não fazer perguntas desnecessárias ou indiscretas — muito menos na hora errada; amar é deixar fluir a relação em todos os sentidos; amar é incentivar o vôo livre que o outro possa estar querendo, e às vezes até mesmo empurrá-lo com ternura para o abismo gostoso do desconhecido profundo. Amar é respeitar com devoção e aplaudir com entusiasmo o desejo de saltar que o outro às vezes tem. Amar é reconhecer afetuosamente o direito que o outro tem de fazer suas escolhas, todas as escolhas — mesmo que algumas eventualmente me excluam.

Mas, para encurtar a história, digo apenas:
— Te amo, é claro.
"Mas amo mais a verdade" — penso eu, como se fosse um Platão.
— Eu sou o maior amor da tua vida? — ela parece querer garantias impossíveis...
— Neste momento, sim — respondo, sincero.
— Você já disse isso para outras?
— ...


Tem diálogos que são intermináveis...

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4.4.09


Edson Marques | Mude | - Rascunho de biografia... ______________________________________________

3.4.09


Edson Marques | Mude | - Rascunho de biografia... ______________________________________________

2.4.09

Hoje acordei de madrugada, depois de um delicioso sonho profundo, e vi que Deus estava ajoelhado aos pés da minha cama.

Rezando.


Edson Marques | Mude | - Rascunho de biografia... ______________________________________________

1.4.09

Nijinsky
L'après-midi d'un faune.

Porque hoje eu acordei dançando!


"O que aconteceria se, em vez de apenas construirmos nossa vida, nós tivéssemos a loucura ou a sabedoria de dançá-la?"

Edson Marques | Mude | - Rascunho de biografia... ______________________________________________

Mude










"Mude é viver. Num nível que poética é a luta que não decepciona. A sinceridade de Edson Marques explode nesse poema que, evidentemente, Clarisse Lispector aplaudiria pelo risco corajoso de querer movimentar o volume dos cérebros que o leem. Um poema que enobrece e que não imita, cria beleza na dimensão que desenvolve o talento para que as inibições particulares não apodreçam o homem. É um estilo de provocação apaixonante e não existe um leitor que não fique preso às palavras de coragem que mostram a necessidade de não nos enganarmos sobre nós mesmos. Meu aplauso."
— São sussurros de Abujamra na orelha do livro Mude

Veja o Comercial da Fiat Mude.

Dê um click no centro da imagem.

DesaFiat
Veja aqui o espantoso caso em que o filho de Clarice Lispector vendeu um poema de Edson Marques para a Fiat, por quarenta mil dólares... E ainda não devolveu o dinheiro.


Mulheres...

Ana Maria Braga declama o poema Mude.
E pela segunda vez no Mais Você...

Mude original - por Camila Bossolan

Video MUDE com música de Tom Petty

Mude - no CD Filtro Solar do Pedro Bial

Nas horas vagas eu trabalho...

Viver a Vida

Não gosto do Twitter

2010




CD FILTRO SOLAR no Submarino

Este é um blog experimental — no mais amplo sentido que essa palavra possa ter. Aqui não defendo posições conservadoras. Também não busco ser compreendido, nem pretendo apenas te agradar. Eu quero, primordialmente, te fazer pensar.
Contra ou a favor ao que proponho — não importa.
Mas, pensar.



Atualizado diariamente

Liberdata@gmail.com

Mude
Mude,
mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a velocidade.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo sabor,
o novo prazer, o novo amor.
(...)
Tente.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo.
(...)
Só o que está morto não muda !
Edson Marques


Leia o poema todo no final desta coluna.


Manual da Separação


Sou apenas um poeta

Mas estou profundamente envolvido
em alcançar uma concepção de arte e de literatura
que se transforme numa emocionante Filosofia de Vida.



Seguem alguns textos meus que me são fundamentais:

01. EU TE AMO
02. Eu não te amo...
03. Algumas Perguntas
04. Frases escritas no almoço
05. Sete Personagens à Procura de Mim
06. Separem-se no Pico
07. Abençoado pelos Espíritos Santos
08. Fiquei sete anos sem fazer amor...
09. MUDE não é de Clarice Lispector!
10. Vídeo Mude - flash
11. Elogios e Críticas
12.
Paritosh Keval
13. Meu conceito de Loucura
14. Nas horas vagas eu trabalho...
15. O Amor é eterno - as relações são passageiras.
16. O Provocador Abujamra
17. Minha mãe e eu
18. Joyce Ann.
19. Minha Vó Vitalina
20. Sou Bisneto da Rebeldia
21. As portas escancaradas do mundo
22. Solidariedade a Evo Morales!
23. Meu pai também era louco...
24. Tio Benedito Marques
25. Minha Mãe também se casou...
26. Projeto Cultural Revolucionário
27. Lúcifer - o iluminador
28. Dê-me a honra de ser a sua Página Inicial.
29. O maior amante do mundo
30. Desafiat
31. Mundançar
32. Patricia e Suzana
33. Meu orkut
34. Sem tesão não há solução
35. Tudo que aqui escrevo é real
37. Aventura Inesquecível
38. O Pão da Minha Mãe
39. Se eu pudesse começar de novo...
40. Uma sinopse — por Lima Coelho
41. O Livro de Jó
42. Se não for agora, quando?
43. As idéias do Outro
44. Minha primeira noite..
45. O Professor
46. Mude no Submarino
47. Meu livro Manual da Separação
48. Mude em espanhol
49. Separem-se no Pico, outra vez!
50. Mude no jornal A Tribuna
51. Mulheres
52. Meu pai
53. A Lady e a Barraqueira
54. Abujamra e o prefácio do livro Mude.
55. Projeto Cultural Revolucionário
56. Meus professores
57. Vitalina Botticelli
58. Minha Mãe
59. Sem fome Sem sono Sem pressa Sem dor
60. O dia em que Mona Lisa chorou
61. Feliz 2008
62. Sou Bisneto da Rebeldia
63. Cachoeiras de São Francisco
64. Em nome da Vertigem
65. O Poeta e o Filósofo
66. Poema MUDE em italiano
67. Vídeo Mude
68. Presente de Aniversário
69. Diana e seus peitinhos...
70. Comercial da Fiat - MUDE
71. Video Mude em flash
72. Dicionário de Português
73. Divino Jantar
74. Kira
75. Prêmio Cervantes Ibéria
76. I celebrate myself
77. Abujamra interpreta Mude
78. Os seios de minha Mãe
79. Meu mais recente amor eterno
80. Além de Loucura, Deus me deu Razão
81. Ontem salvei uma vida







Máquina de Vendas


Viva Cuba!

Hugo Chávez
Leia matéria do LE MONDE Diplomatique.




.. Jean Gabin - Je sais.


Veja aqui quem ilumina o blog Mude.
Por país – por cidade.
Desde 25/09/2007.



Temos que ser infiéis
às nossas convicções...
Ou não mudaremos nunca.



Daqui você sai diferente do que era quando entrou. Eu quero te provocar, intelectualmente. Quero que você suba ao palco da Vida agora mesmo. Por isso é que nas cadeiras poéticas do meu teatro eu coloco um monte de pregos instigantes e palavras que te ferem...

Eu te provoco com metáforas de açúcar. Eu te cutuco com verbos e delícias insistentes. Eu te cutuco com flores e estrelas — todo dia — porque quero que você pense de modo diferente. Quero que você mude. Quero que você viva. Quero que você dance no arco-íris de um violino que se chama Liberdade.



Nas horas vagas eu trabalho...



Livro MUDE à venda em todo o Brasil - nas Livrarias:



Às vezes altero textos antigos e os republico
aqui - só para que novos leitores os conheçam,
e também para que você teste sua memória...



Compre o CD FILTRO SOLAR pelo Submarino

LEI DOS DIREITOS AUTORAIS

A Hering também publicou meu poema Mude

Vivo tentando derrubar minhas próprias convicções.
Só para ver até que ponto elas resistem.


Novo vídeo MUDE no YouTube

Meu Louco Bisavô

Salmão Poético ao Molho de Alegria

Veja o Comercial "Mude" - Fiat
Após entrar, dê um click em O Semelhante


Sete Personagens à Procura de Mim

Estou profundamente envolvido
em alcançar uma concepção de arte e de literatura
que se transforme numa emocionante Filosofia de Vida.


Mulheres

O Professor

meu orkut



Minha literatura é feita de excessos.
Eu falo de Amor e Liberdade.
Só escrevo para loucos brilhantes
e jovens de espírito.
Se você não for nem uma coisa,
nem outra,
não vai gostar do que eu digo.


Mude

Meu livro "Manual da Separacao"
pode ser encontrado, entre outras livrarias,
na Temos Livros, fone (11) 3223.2585.
Em Santos => Realejo Livros - (13) 3289.4935

Vídeo Mude - em flash

Poema MUDE - Autor: Edson Marques
Fundação Biblioteca Nacional do Ministério da Cultura
Registro: 294.507 - Livro: 534 - Folha: 167


Mude

Mude
Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais,
leia outros livros,
Viva outros romances!

Não faça do hábito um estilo de vida.

Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado,
outra marca de sabonete,
outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas.
Troque de carro.
Compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as
.

Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.

Só o que está morto não muda!

Edson Marques.


Change
Only what is dead does not change
- and you are alive.
Versão em inglês feita por Paulo Coelho.




Este blog foi criado no Blogspot em 03 de Outubro 2001.

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Dizem que ela se chamava Eloá.
Também dizem que ela se chamava Elooh.
Mas, para mim, ela será sempre Elo-oh!

Lembrem-se, meninas, o ciumento inculto é o ser mais perigoso que existe na face da Terra.
Fujam dele, desesperadamente!


Solidão a Mil

Liberdade

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O "Manual da Separação" pode ser encontrado, entre outras livrarias, na Temos Livros, fone (11) 3223.2585.
E também na Realejo Livros - Santos - (13) 3289.4935





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Cultura
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e no Submarino



São Paulo 11-3088.8444

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Mude ou Beijos no Céu da Boca
na sua cidade, mande um e-mail para:


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Todos os textos daqui foram escritos por mim.
liberdata@gmail.com






Meus anos podem ser poucos,
e podem ser breves
- mas são todos loucos.


Edson Marques





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