Este é um blog experimental — no mais amplo sentido que essa palavra possa ter. Aqui não defendo posições conservadoras.
Também não busco ser compreendido, nem pretendo apenas te agradar.
Eu quero, primordialmente, te fazer pensar.
Contra ou a favor ao que proponho — não importa.
Mas, pensar.
E não tenho culpa se além de loucura Deus me deu razão.
Mude:

Mude

31.12.08

A vida é uma aventura maravilhosa.

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30.12.08

Quero que em 2009 você mantenha apenas três tipos de relacionamentos:


1. Os que te dão prazer;
2. Os que são realmente necessários à sobrevivência;
3. Aqueles que trazem sabedoria ou estimulam a criatividade.

Todos os demais são dispensáveis.


Aliás, se um relacionamento não dá prazer, não é necessário à sobrevivência e nem traz sabedoria — mantê-lo pra quê?


Vire o 2009 de ponta-cabeça..

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Descobrindo a vida.

Descubro... que no jardim do meu peito tem um pé de cabeças e uma roseira branca. As cabeças, colho-as porque maduras; e as rosas, porque metáforas.

Descubro... que para dançar numa corda de seda à beira do abismo tem que ser bamba. Descubro ainda que as coisas que hoje mais amo cabem numa calça jeans e na camiseta branca de algodão gostoso que eu uso agora.

Descubro... me!


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29.12.08


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Eu conheço as regras de trânsito e as regras da moral. E também conheço as regras de português. As de sintaxe e as de semântica. As de regência, de concordância e de colocação pronominal. Eu conheço todas as regras — e é por isso que posso quebrá-las, deliciosamente.
Exceto as de trânsito, é claro.


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28.12.08

Se nós pensássemos e agíssemos exatamente como nossos pais; se nossos pais pensassem e agissem exatamente como nossos avós; se nossos avós fossem exatamente como os pais deles — e assim por diante — o ser humano ainda hoje provavelmente viveria trepado em árvores, e abanando moscas com o próprio rabo.

Sem ruptura não há progresso.

Desobedeça!


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27.12.08

Nenhum dos meus irmãos me compreende. Primogênito, solteiro e sem filhos, amante do vinho, da dança e da música — além de poeta libertário cheio de amores — pareço-lhes um louco. Aliás, a partir do momento em que disserem que me compreendem, estarão eles assumindo, implicitamente, que se foderam. E essa conclusão, sob todos os bons pontos de vista, é-lhes desesperadamente incômoda. Porque nossas razões ainda são mutuamente excludentes. Com a exceção de um deles (cuja relação atual parece até razoável, ainda que sem brilho), todos os meus irmãos se deram mal no casamento. Não dá nem pra disfarçar. Logo vemos na cara dos coitados: se foderam no grau máximo que a expressão comporta. Eu vivia lhes dizendo, e o demonstrava com minhas atitudes cotidianas: não confundam uma transa eventual com a constituição de uma família. Não pensem que todo orgasmo tem necessariamente que gerar um filho. Não se fodam em nome do amor. As relações são passageiras. Tudo se transforma. Não existe amor eterno.

Eu dizia — mas eles faziam questão de não me ouvir...



Texto de Paritosh Keval falando dos irmãos — que moram em Varanasi, India.


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26.12.08

Tem mil anjos dentro de mim,
dançando e bebendo vinho.

Ainda não decidi
a qual festa me levarão.


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25.12.08

Experimente conceber o nascimento de Jesus como uma metáfora sutil. Conceba como metáfora a sua criativa inseminação espiritual. Assim, também serão metáforas seu sangue e sua dor, seus peixes e seus pães. Sua morte, inclusive. Bem como a própria ressurreição.

Ora, se a Vida toda de Jesus foi um magnífico desfile de parábolas, por que só seu nascimento e sua morte não seriam?




A reflexão filosófica sobre as Religiões me encanta. Cada uma delas tem o seu mistério mais profundo, seu corpo doutrinário, seus dogmas e deuses. E eu acho isso muito belo. No caso, Jesus é um dos meus malucos preferidos. Como Deus, ele é igual a qualquer outro, mas, como Mestre é único! Seu Sermão da Montanha é uma leitura indispensável. Com Ele, olhamos os lírios do campo e os pássaros no céu de modo novo. Com Ele, consagramos os vinhos todos que tomamos neste maravilhoso Reino de Deus. E sua morte nada mais é que a metáfora mais perfeita da transformação pessoal. Da mudança de Vida.

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24.12.08

Pensando...

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23.12.08


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22.12.08

59 segundos de cada minuto da minha vida — eu os dedico ao meu maior amor. Que se chama Liberdade.


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21.12.08

A vida tem dois caminhos:


Ou você segue o caminho da Tristeza,
arma-se de medo, de ciúmes e de falsas alegrias,
arma-se de angústia, fecha os olhos, se acomoda,
e segue o rebanho dos que não sabem;
obedece regras injustas, não reage, não questiona,
não se aprimora, não lê, não significa,
nem percebe o absurdo em que se mete:
vende a própria natureza
por duas ou três moedas de aço,
troca a inocência pura pela responsabilidade apressada,
torna-se respeitável aos olhos da sociedade,
cumpre horários, nunca tem tempo,
preocupa-se com coisas banais;
comerciante das próprias emoções, já não brinca,
vive correndo, ama com pressa,
esquece-se da lua,
e se torna uma pessoa média, mediana, medíocre,
pequena, cansada e normal...


Ou você escolhe o caminho da Ousadia,
compreende, se aprofunda, vai mais longe, realiza,
respeita o ser humano que existe em você mesmo,
resgata a própria vida e o sorriso,
rompe de vez com o passado agonizante,
procura defender a verdade, a justiça e a poesia,
acorda e assopra o fogo da alma que dormia,
ultrapassa os limites que sufocam,
cavalga o cavalo negro, cego e alado
das paixões gostosas e sublimes,
enche o peito de coragem, corações e relâmpagos,
acende de novo esse vulcão que é o teu corpo,
deixa a própria cabeça plena de agora,
de ternura e de vertigem,
e parte em busca de Aventura, de Amor e Liberdade.


É uma simples questão de escolha.



Qual é o teu caminho?


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20.12.08


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19.12.08


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18.12.08

Meu pai morreu de ataque cardíaco. Meu avô, bisavô, tataravô, seu pai e o pai do pai dele, todos os meus antepassados morreram de ataque cardíaco. Meus tios e primos — da primeira, segunda e terceira geração — também. Meu irmão, ameaçado. Até cunhado meu anda quase morrendo de ataque cardíaco ultimamente.
Portanto, tenho que romper com a tradição.
Mais uma vez!




Leia o primeiro comentário e você terá uma surpresa.


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17.12.08

Olhe para os lados. Agora mesmo, olhe para os lados. Ajuste tua consciência, apure a sensibilidade, abra teu coração, respire fundo... e responda sinceramente:
As pessoas com as quais você hoje convive — em casa, na escola ou no trabalho — são inteligentes, sensíveis e honestas; compreensivas, saudáveis e amorosas; livres, independentes, e cheias de entusiasmo pela vida?
— São?!
Porque, se assim não forem, responda-me:
O que é que você continua fazendo aí?

O que é que você continua fazendo aí?


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16.12.08

Diana sai do banho, cabelos molhadinhos, envolta numa toalha azul, encosta seus peitinhos nos meus ombros nus e diz que precisam ir embora já, as duas. Compromissos, promessas, escola, professoras, mães preocupadas — coisas assim. Como chove, e porque quero, vou com elas. Quando volto, Paritosh continua na sala, pensativo, com a sacola colorida de Jenny Lou nas mãos, as roupas que ela havia trazido anteontem. Me pergunta, sem me olhar:
— E as meninas?
— Fui levá-las.
— Mas Jenny Lou "esqueceu" a bolsa aqui... Ato falho?
— Não: ato de amor, sem falha alguma — digo.
Vejo que ela deixou na mesa da sala um bilhete escrito em vermelho: "Amei te amar. Assinado: Jenny Lou".
— Ela te deixou um bilhete — eu lhe aviso.
— Acho que é pra você — ele me diz. — Não tem nome.
(Talvez seja.)
— Quer tomar alguma coisa? — pergunto.
— Não, mas tenho um pouco de fome — diz Paritosh.
— Que tal salmão cozido ao molho de laranja, com arroz? — proponho.
— Seria ótimo!

Convido-o a buscarmos o peixe, vamos em profundo silêncio. E eu tentando me lembrar de Roberto Freire: "Porque te amo, tu não precisas de mim; porque tu me amas, eu não preciso de ti. Somos, um para o outro, deliciosamente desnecessários.”
(Acho que é mais ou menos assim.)
Quando já estávamos na fila da balsa para Santos ele me diz:
— Volte, Swami.
— Por quê?
— Volte, pegue o caminho da Cachoeira.
Obedeci com naturalidade.
Na chácara das plantas, no farol, ele me orienta:
— Pare, deixe o carro aqui, longe, e vá sozinho — a pé. Lá na esquina há uma placa: "Peixaria do Povo". Entre, compre meio quilo de sardinhas, mas peça ao balconista, o Silvano, que as escolha uma a uma.
— Sardinhas?! — eu me espanto.
— Sim.
— Meio quilo é muito pouco, Mahatma...
— Não discuta, há dois mil anos que eu as multiplico.
(Gosto dessas palavras, tanto, que as havia esquecido.)
Ele permanece no carro, quieto. Trago o pacotinho de peixe, voltamos passando pela rua onde Silene mora e me lembro do seu pai — e da navalha suspensa. "Preciso cortar o cabelo de novo". Assim que entramos em casa, Paritosh pega o Mateus branco que sobrou de ontem e me pede, olhando as sardinhas prateadas:
— Agora, Edson, lave-as com amor, enxugue-as, uma a uma, passe-as em farinha de trigo, e frite-as em óleo de girassol. Bastante óleo, e bem quente. Não economize. Lembre-se de Jesus...
Me agradam os detalhes e a sugestão mitológica.
E ele insiste me dizendo volte.
— Volte, Swami, volte mais ainda, retorne às origens. Você não nasceu só para morar na praia tomando champagne. Volte à goiabeira lá no fundo do quintal, suba de novo no pé de jaca, na mangueira. Colha os ariticuns maduros, veja os maracujás pendurados na cerquinha de taquara. Trepe naquela mesma laranjeira, e colha metáforas em vez de laranjas. Brinque de novo com tua irmã que já morreu, pese outra vez meio quilo de sal para o velhinho do Ibiti, varra ciscos no armazém. Abrace teu irmãozinho — que ainda nem bebia. Volte, Swami, volte fundo na tua inocência, abrace mais forte teu pai que já se foi. Pegue a mesmo desenho que um dia você fez pra tua Mãe, e dê-lhe outra vez — só que agora dance com ela na sala da frente. Derrame aquelas lágrimas que você guardou por todos esses anos e abrace os teus irmãos, um a um, como fossem meus. Chame-os de Thiago, de Ana, de André...

E meu Mestre continua falando, falando, como se soubesse tudo a meu respeito. "O peixe vai acabar queimando bem no meio das lembranças..." — penso. Mas Loreena Mckennitt me encanta novamente com sua voz céltica de Janaína irlandesa. Delicado, ele põe a emocionante sacolinha colorida de Jenny Lou no meu colo, segura minha mão direita, dá-me um beijo demorado e amoroso no meu rosto, e quase some.
— Paritosh? — tento chamar-lhe para dizer alguma coisa.
— Sim?
— Nada...
Então enxugo meus olhos com um guardanapo de papel e volto à cozinha, multiplicar os peixes — pois também tenho fome.
Também sou humano.

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15.12.08


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A Liberdade é como a Loucura: só lhe damos valor quando a perdemos.

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14.12.08

Por isso, Dorian, nunca deixarei de ser jovem: há minas no meu peito enluarado. Mesmo quando tiver mais idade, serei um véio de ouro, sorteiro, e as garimpeiras de amor sempre vão querer encontrar-me entre os cascalhos. Morarei no interior. Abandonarei a Stoli e os frutos do mar; trocarei o Baron D´Arignac por caipirinhas deliciosas. Mas, em nome de Vênus, o erótico Lúcifer continuará descobrindo, todo dia, as minhas doces, indispensáveis, e adolescentes Madrugadas.

Então, que Deus me perdoe, e que você me compreenda.

Porque o Lúcifer a que me refiro neste blog é aquele da primeira fase, quando ainda era um anjo — o belíssimo Anjo da Luz. O brilhante intelectual contestador. E Dorian é o irretocável
Retrato de Oscar Wilde. E as Madrugadas, são estas que agora vivo — entre flores e estrelas.


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13.12.08

"O que é que você quer da vida?"
— Eis a pergunta fundamental.
Respondida esta, fica fácil responder todas as outras.

Porque tudo tem um sentido.
Basta encontrá-lo.

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12.12.08

Nessa minha busca, nessa minha incansável e eterna busca de caminhos, eu acabo às vezes me afastando de você. E esse espaço, essa distância — esse vazio — é como uma navalha cortando a emoção...
A emoção não deve ser cortada, eu sei.
Mas, que se há de fazer?
Eu quero apenas abraçar a metade do infinito!




Mas essa busca incansável de caminhos é uma das mais nobres tentativas de aprimoramento. Signfica refinar, cada vez mais, o sentimento de amor-próprio. O contrário disso chama-se acomodação. Ou, até mesmo, desleixo. Talvez covardia.


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11.12.08

João é um sujeito que anda na linha do trem. Adora ser normal. Guardou suas asas no armário do Medo. Mas, como chefe de família, é competente. E foi esse papel secundário que escolheu para mostrar que é um grande homem... Como aventureiro, ele teria de ser fantástico para merecer elogios, posto que sobre ele cairiam certamente a ira divina e a reprovação social por deixar o caminho dos trilhos. Como chefe de família, entretanto, não lhe serão cobrados comportamentos extraordinários: basta que seja um bom marido e um bom pai. Basta que tenha um emprego fixo e um plano de saúde. Que use coleiras e não faça loucuras. E que não se extravie de forma alguma, nem chegue tarde em casa sem dar boas explicações...

Como se vê, muito mais fácil do que ser aventureiro.


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10.12.08

Quem diz Só te amo se você me amar — não sabe o que é o Amor.


E talvez nunca saberá.



Condicionar o incondicional é odioso.
Uma insensatez.


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9.12.08

Há uma Isadora Duncan no meio da tua alma, dançando, absoluta. José Limón e Martha Graham de mãos dadas, aguardando no teu peito a sua hora — mais de mil coreografias na cabeça. E o trem da vida não chega. Você pensa que ele não chega... Você erra em mais uma avaliação acerca do teu próprio coração. E fica aí, parado na estação, dormindo, embolorando.

O trem da vida passa em silêncio — mas você não o ouve.

Você gasta a existência toda preparando malas. Você gasta a existência toda arrumando a bagagem, gritando com filhos e carregadores. Gritando com fantasmas e amores, pequeninos, cerceadores. E eu agora pergunto: Quando é que você vai criar coragem — e subir de vez no trem da vida? Quando vai começar tua verdadeira viagem? Quando é que você vai abraçar a Glória e saltar profundo? Quando?


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8.12.08

Se você respeita esse monstro portando um revólver, por que não respeita o poeta portando uma flor? Se você respeita o general, o juiz, o patrão — por que não respeita igualmente o teu amor que sorri?


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7.12.08

Domingo. Sento-me aqui, ao lado do Oceano Atlântico — e fico pensando. Olhando este mar azul do Guarujá, e ouvindo a Barcarolle de Offenbach. Dois ou três cacos de céu no meu caminho, dois pedaços de silêncio onde se ampara a minha voz. Tomo outro gole de vinho branco logo no primeiro quiosque, e vejo que meu corpo tem muitos sentidos e muitas razões. Talvez por isso é que eu preciso de metáforas malucas para dizer-me todo.

Não sei para onde vou hoje.

Talvez fique aqui mesmo, fazendo nada como se fizesse tudo — ou vice-versa. Talvez escreva um poema de amor pra essa menina de amarelo, ali; talvez termine aquele ensaio sobre Jesus que comecei ontem. Talvez vá ver ou conhecer um grande amor, ou simplesmente volte a ler Artaud...

Não sei.

Só sei que o Mundo tem paredes e muros, mas também tem portas e janelas. E as portas estão completamente escancaradas para nós!



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6.12.08


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5.12.08

Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.

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4.12.08

Claro que alterei o Salmo 77: tenho licença poética para ser hiperbólico. Na madrugada de anteontem, Janaína e Adriana me vestiram mesmo com suas peles e ternuras. O Restaurante Deus Me Deu existe realmente, e fica lá no Perequê. Joyce Ann é mesmo a minha musa principal. Paritosh Keval escreveu mesmo o livro "The Master of Jesus". Minha vó era mesmo a Vitalina. Abujamra esteve mesmo aqui comigo mês passado. O catador de papéis com quem comi pizza e tomei vinho sentado na rua esta noite existe de verdade: chama-se Antonio, e é manco. E Ana, a doce menina dos mamilos cor-de-rosa, estuda mesmo ali naquela escola, no terceiro colegial. Essas coisas não são apenas produto da minha imaginação.

Tudo que aqui escrevo é baseado em fatos reais.

Mas eu suponho que as pessoas, quando lêem os meus textos, e me vêem falando só de amores e aventuras, meus demônios e alegrias, minhas flores e estrelas — talvez pensem que é tudo mera ficção. Talvez até digam: Ah: o Edson é um poeta criativo: ele inventa essas histórias.

Mas, como já disse, não invento nada disso.

Aliás, nem conto tudo.

Porque, se eu contasse tudo que faço e vivo; se contasse todos os meus amores e saltos profundos, todas as minhas danças e loucuras — até eu mesmo duvidaria de mim...


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Sônia tem treze anos, e é linda. Sensualíssima. Convidado por ela, vamos ao cinema. Sentamos na última fila. Quando as luzes se apagam, ela desliza sua mão esquerda por minha perna e ficamos de mãos dadas, enternecidos. Meu coração dispara de alegria. Nem me lembro do filme, mas sei que, quando a sala se ilumina um pouco, eu vejo que a outra mão dela está entre as duas do Júnior, um amigo meu. E assim, por muitos filmes e muitas e muitas noites de amor, eu aprendi a compartilhar a musa até hoje inesquecível. Eu tinha doze anos.


Rose. Essa namorada tem um capítulo inteiro no livro da minha vida. Vou à casa dela, como tantas vezes já fora. Entro, beijo-lhe a boca com a mesma paixão de sempre e ela me pede para ajudar na escolha das roupas. Experimenta dois ou três vestidos, participo da maquiagem, na escolha dos sapatos, nos retoques finais, ajeito-lhe os cabelos. Vai encontrar-se com Marcelo, que eu não conheço mas que está apaixonadíssimo por ela. Fico olhando pelo vidro da sala, ele a recebe delicado lá na rua, abre a porta do carro, e se vão. Durante três ou quatro meses ficamos assim, compartilhando. Aos sábados e domingos, ela saía com Marcelo. Nos outros dias, jantávamos, dançávamos e fazíamos amor. Isto aconteceu em São Paulo, 1996. Casaram-se em 2001, têm uma filha chamada Raíssa.


Guarujá, 2008. Manhã de domingo, ensolarada. Acordo no quarto do fundo, levanto, faço um café e ponho Andrea Bocelli, que ela gosta. (Ela está no post de ontem. Ainda nos amamos!) Vivo a música... Pouco depois, os dois saem do outro quarto, e nos sentamos os três na sala. Sirvo-lhes o café completo, gentilmente. Fui até comprar pãozinho quente na padaria. Ele quase nem acredita. Como pode um namorado (eu) permitir que a namorada (ela) ame um outro homem (ele) na mesma casa (a minha) ?! Pois, é: pode: a Liberdade é a coisa mais importante do mundo. A mais gostosa. E, se o amor não for livre, chame-o de qualquer outro nome — menos de Amor.


Quando você conhece a verdadeira Liberdade, nunca mais vai querer outra coisa.


Como se pode concluir, não tenho ciúmes. Nunca tive. Nunca terei. Não sou do tipo de homem que acha que o que é bom para ele é ruim para sua namorada.

Aliás, o ciumento traidor a pior espécie de ser humano.


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3.12.08

Marise adora fazer amor à tarde, no crepúsculo cor de abóbora da praia de Pitangueiras. Rose prefere os elevadores vazios nas madrugadas silenciosas. Janaína, lençóis negros de cetim enquanto ouvimos Jon Bon Jovi. Fabiane sempre fica nua quando descemos a Serra em noites de lua cheia. Daniela dança como ninguém. Luísa sempre chega de surpresa, com saias floridas e uma garrafa de vinho. Fátima tem o corpo mais perfeito que já vi na minha vida. Adriana conhece Paganini na ponta da língua, e me conta histórias de amor. Suzana sabe fazer pudim gelado — e adora o risco de saltar profundo. Joyce Ann tem a delicadeza de Vênus — e incentiva todas as minhas loucuras.

Elaine é aquela cujo nome é outro e mora aqui mesmo no meu prédio. R tem o erotismo inocente dos treze anos; S, a madura experiência deliciosa. Alessandra parece ter nascido na ilha de Lesbos: adora fazer amor a três. Ana é sensual até debaixo dágua, e vive me lendo Henry Miller. Andressa é a maior expressão de que a natureza pode ser perfeita, em todos os sentidos. Beatriz é a nova doce musa que agora já desponta, exuberante. Todas são bonitas e amáveis — e nenhuma delas me suprime a liberdade. Tem ainda Juliana, a filha belíssima da costureira que me tira medidas demoradas... E tem você, por todas as razões que nem preciso dizer. Ah, tem também Carol, aquela menina das meias brancas que a mamãe lava com sabonete Dove, e que estuda no colégio ali da esquina.

Continuando: tem Vera Lux, artista que me inspira com seus quadros e nudezes. Tem Rosângela com seus ursinhos e óleos de amêndoas; tem Silvana e nossos papos demorados à beira da paixão; tem Michelle com surpresas infindáveis; tem Denise e nossas tardes de domingo com torta holandesa; Fernanda e as conversas sobre Nietzsche e religião; tem Marina e suas mãos inesquecíveis. Etc.


É por isso que não posso escolher uma só.

Escolher uma delas — e desprezar todas as outras — seria uma ofensa às demais. Sufocar vários corações em nome apenas da moral tradicional é lamentável. Seria um absurdo. Um pecado. Uma traição à própria Vida. Uma ofensa desnecessária ao Amor e à Liberdade.

Como se vê, seria um mútuo desperdício imperdoável..


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2.12.08

O cabelo dela ainda me acena do abajur, preto e longo. Às vezes um fio de cabelo dura mais do que um fascínio. Não que eu seja volúvel: o tempo é que é fatal.

É sempre assim.

No primeiro dia, beijo-lhe os pés delicados, chupo-lhe os dedos, um por um, sinto todos os perfumes, percorro-lhe os vãos, os meandros, as curvas, minha língua coleando seus caminhos de amor. Êxtase total. Porém, depois de uma semana, ou duas, antes de fazer isso já lhe passo um pano quente para retirar areias finas. Passo cremes, faço massagens, repito operações. Ainda existe amor nos caminhos que percorro — e tanto. Mas, depois de um mês, ou dois, já me esforço muito para lembrar que ela tem pés. E se tento beijá-los, às vezes me distraio. Há pedregulhos nos vãos dos seus dedos, o perfume parece que se foi. Minha língua se transforma então em cascavel inexplicável que foge apavorada de um deserto sem fim.

Um ano depois, ou dois, tudo tem gosto de areia...

Acho que é o tempo.
E o vento.


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1.12.08


Só a mim eu me dou.
Aos outros, eu só me empresto.

Edson Marques | Mude | - Rascunho de biografia... ______________________________________________

Mude










"Mude é viver. Num nível que poética é a luta que não decepciona. A sinceridade de Edson Marques explode nesse poema que, evidentemente, Clarisse Lispector aplaudiria pelo risco corajoso de querer movimentar o volume dos cérebros que o leem. Um poema que enobrece e que não imita, cria beleza na dimensão que desenvolve o talento para que as inibições particulares não apodreçam o homem. É um estilo de provocação apaixonante e não existe um leitor que não fique preso às palavras de coragem que mostram a necessidade de não nos enganarmos sobre nós mesmos. Meu aplauso."
— São sussurros de Abujamra na orelha do livro Mude

Veja o Comercial da Fiat Mude.

Dê um click no centro da imagem.

DesaFiat
Veja aqui o espantoso caso em que o filho de Clarice Lispector vendeu um poema de Edson Marques para a Fiat, por quarenta mil dólares... E ainda não devolveu o dinheiro.


Mulheres...

Ana Maria Braga declama o poema Mude.
E pela segunda vez no Mais Você...

Mude original - por Camila Bossolan

Video MUDE com música de Tom Petty

Mude - no CD Filtro Solar do Pedro Bial

Nas horas vagas eu trabalho...

Viver a Vida

Não gosto do Twitter

2010




CD FILTRO SOLAR no Submarino

Este é um blog experimental — no mais amplo sentido que essa palavra possa ter. Aqui não defendo posições conservadoras. Também não busco ser compreendido, nem pretendo apenas te agradar. Eu quero, primordialmente, te fazer pensar.
Contra ou a favor ao que proponho — não importa.
Mas, pensar.



Atualizado diariamente

Liberdata@gmail.com

Mude
Mude,
mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a velocidade.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo sabor,
o novo prazer, o novo amor.
(...)
Tente.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo.
(...)
Só o que está morto não muda !
Edson Marques


Leia o poema todo no final desta coluna.


Manual da Separação


Sou apenas um poeta

Mas estou profundamente envolvido
em alcançar uma concepção de arte e de literatura
que se transforme numa emocionante Filosofia de Vida.



Seguem alguns textos meus que me são fundamentais:

01. EU TE AMO
02. Eu não te amo...
03. Algumas Perguntas
04. Frases escritas no almoço
05. Sete Personagens à Procura de Mim
06. Separem-se no Pico
07. Abençoado pelos Espíritos Santos
08. Fiquei sete anos sem fazer amor...
09. MUDE não é de Clarice Lispector!
10. Vídeo Mude - flash
11. Elogios e Críticas
12.
Paritosh Keval
13. Meu conceito de Loucura
14. Nas horas vagas eu trabalho...
15. O Amor é eterno - as relações são passageiras.
16. O Provocador Abujamra
17. Minha mãe e eu
18. Joyce Ann.
19. Minha Vó Vitalina
20. Sou Bisneto da Rebeldia
21. As portas escancaradas do mundo
22. Solidariedade a Evo Morales!
23. Meu pai também era louco...
24. Tio Benedito Marques
25. Minha Mãe também se casou...
26. Projeto Cultural Revolucionário
27. Lúcifer - o iluminador
28. Dê-me a honra de ser a sua Página Inicial.
29. O maior amante do mundo
30. Desafiat
31. Mundançar
32. Patricia e Suzana
33. Meu orkut
34. Sem tesão não há solução
35. Tudo que aqui escrevo é real
37. Aventura Inesquecível
38. O Pão da Minha Mãe
39. Se eu pudesse começar de novo...
40. Uma sinopse — por Lima Coelho
41. O Livro de Jó
42. Se não for agora, quando?
43. As idéias do Outro
44. Minha primeira noite..
45. O Professor
46. Mude no Submarino
47. Meu livro Manual da Separação
48. Mude em espanhol
49. Separem-se no Pico, outra vez!
50. Mude no jornal A Tribuna
51. Mulheres
52. Meu pai
53. A Lady e a Barraqueira
54. Abujamra e o prefácio do livro Mude.
55. Projeto Cultural Revolucionário
56. Meus professores
57. Vitalina Botticelli
58. Minha Mãe
59. Sem fome Sem sono Sem pressa Sem dor
60. O dia em que Mona Lisa chorou
61. Feliz 2008
62. Sou Bisneto da Rebeldia
63. Cachoeiras de São Francisco
64. Em nome da Vertigem
65. O Poeta e o Filósofo
66. Poema MUDE em italiano
67. Vídeo Mude
68. Presente de Aniversário
69. Diana e seus peitinhos...
70. Comercial da Fiat - MUDE
71. Video Mude em flash
72. Dicionário de Português
73. Divino Jantar
74. Kira
75. Prêmio Cervantes Ibéria
76. I celebrate myself
77. Abujamra interpreta Mude
78. Os seios de minha Mãe
79. Meu mais recente amor eterno
80. Além de Loucura, Deus me deu Razão
81. Ontem salvei uma vida







Máquina de Vendas


Viva Cuba!

Hugo Chávez
Leia matéria do LE MONDE Diplomatique.




.. Jean Gabin - Je sais.


Veja aqui quem ilumina o blog Mude.
Por país – por cidade.
Desde 25/09/2007.



Temos que ser infiéis
às nossas convicções...
Ou não mudaremos nunca.



Daqui você sai diferente do que era quando entrou. Eu quero te provocar, intelectualmente. Quero que você suba ao palco da Vida agora mesmo. Por isso é que nas cadeiras poéticas do meu teatro eu coloco um monte de pregos instigantes e palavras que te ferem...

Eu te provoco com metáforas de açúcar. Eu te cutuco com verbos e delícias insistentes. Eu te cutuco com flores e estrelas — todo dia — porque quero que você pense de modo diferente. Quero que você mude. Quero que você viva. Quero que você dance no arco-íris de um violino que se chama Liberdade.



Nas horas vagas eu trabalho...



Livro MUDE à venda em todo o Brasil - nas Livrarias:



Às vezes altero textos antigos e os republico
aqui - só para que novos leitores os conheçam,
e também para que você teste sua memória...



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LEI DOS DIREITOS AUTORAIS

A Hering também publicou meu poema Mude

Vivo tentando derrubar minhas próprias convicções.
Só para ver até que ponto elas resistem.


Novo vídeo MUDE no YouTube

Meu Louco Bisavô

Salmão Poético ao Molho de Alegria

Veja o Comercial "Mude" - Fiat
Após entrar, dê um click em O Semelhante


Sete Personagens à Procura de Mim

Estou profundamente envolvido
em alcançar uma concepção de arte e de literatura
que se transforme numa emocionante Filosofia de Vida.


Mulheres

O Professor

meu orkut



Minha literatura é feita de excessos.
Eu falo de Amor e Liberdade.
Só escrevo para loucos brilhantes
e jovens de espírito.
Se você não for nem uma coisa,
nem outra,
não vai gostar do que eu digo.


Mude

Meu livro "Manual da Separacao"
pode ser encontrado, entre outras livrarias,
na Temos Livros, fone (11) 3223.2585.
Em Santos => Realejo Livros - (13) 3289.4935

Vídeo Mude - em flash

Poema MUDE - Autor: Edson Marques
Fundação Biblioteca Nacional do Ministério da Cultura
Registro: 294.507 - Livro: 534 - Folha: 167


Mude

Mude
Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais,
leia outros livros,
Viva outros romances!

Não faça do hábito um estilo de vida.

Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado,
outra marca de sabonete,
outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas.
Troque de carro.
Compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as
.

Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.

Só o que está morto não muda!

Edson Marques.


Change
Only what is dead does not change
- and you are alive.
Versão em inglês feita por Paulo Coelho.




Este blog foi criado no Blogspot em 03 de Outubro 2001.

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Dizem que ela se chamava Eloá.
Também dizem que ela se chamava Elooh.
Mas, para mim, ela será sempre Elo-oh!

Lembrem-se, meninas, o ciumento inculto é o ser mais perigoso que existe na face da Terra.
Fujam dele, desesperadamente!


Solidão a Mil

Liberdade

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O "Manual da Separação" pode ser encontrado, entre outras livrarias, na Temos Livros, fone (11) 3223.2585.
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O livro
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Cultura
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e no Submarino



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Todos os textos daqui foram escritos por mim.
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Meus anos podem ser poucos,
e podem ser breves
- mas são todos loucos.


Edson Marques





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